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segunda-feira, agosto 19, 2013

Federico García Lorca .

Frederico Garcia Lorca foi assassinado pelas tropas franquistas a 19 de Agosto de 1936!
Para que continuemos a recordá-lo como um grande poeta e lutador pela liberdade, deixo-vos com um poema seu musicado por Vicente Monera.


sábado, maio 04, 2013

Tempo suspenso...

De 2 de Maio de 2012 a 2 de Maio de 2013 vivemos num tempo suspenso!
De 1 de Abril a 2 de Maio foi um tempo suspenso em agonia...
Diz António Gedeão  que:

"Todo o tempo é de poesia.

Desde a quentura do ventre
à frigidez da agonia."

Mas só um poeta é que é capaz de encontrar poesia em alguém que está de partida para a última viagem.
Finalmente descansa em paz a minha muito querida prima/irmã R.!

domingo, dezembro 30, 2012

Canção do dia de sempre

(imagem da net)

Tão bom viver dia a dia...
A vida assim, jamais cansa...

Viver tão só de momentos
Como estas nuvens no céu...

E só ganhar, toda a vida,
Inexperiência...esperança...

E a rosa louca dos ventos
Presa à copa do chapéu.

Nunca dês um nome a um rio:
Sempre é outro rio a passar.

Nada jamais continua,
Tudo vai recomeçar!

Mário Quintana


Nota: Quis encontrar um poema que falasse do tempo e que fosse uma forma agradável de vos desejar um bom recomeço no dia 1 de janeiro de 2013.
Foi este o escolhido e a ele juntei uma gravura de gatos bem divertidos!
Que o Novo Ano não seja tão desastroso como se prevê!

domingo, outubro 28, 2012

Cronos



Uns, com os olhos postos no passado,
Vêem o que não vêem; outros, fitos
Os mesmos olhos no futuro,
Vêem o que não pode ver-se.

Por que tão longe ir pôr o que está perto -
A segurança nossa? Este é o dia,
Esta é a hora, este o momento, isto
É quem somos, e é tudo.

Perene flui a interminável hora
Que nos confessa nulos. No mesmo hausto
Em que vivemos, morreremos. Colhe
O dia, porque és ele.

Ricardo Reis

O conceito horaciano de carpe diem sempre tão presente na poesia do heterónimo de Pessoa, Ricardo Reis, a deixar-me com uma estranha sensação de viver num tempo suspenso tal como este relógio na parede amarela da minha cozinha!

sábado, outubro 20, 2012

A Avó


                                                                   (imagem da net)

Tinha ao colo o gato velho                     
cansadamente passando
a sua branca mão pelo
pêlo dele preto e brando

Sentada ao pé da janela
olhando a rua ou sonhando-a
todo o passado passando
a passos lentos por ela

Dormiam ambos enquanto
a tarde se ia acabando
o gato dormindo por fora
a avó dormindo por dentro.

Manuel António Pina


Nota: Ontem quando ouvi a notícia da morte de Manuel António Pina nem queria acreditar!
          Já tinha dada pela falta das suas belas crónicas no DN mas nem sabia que estava tão doente.
          Deixa-nos demasiado cedo e ainda com muito para nos contar.
          Escolhi este poema porque sei que ele adorava gatos, aliás nas suas fotos aparece inúmeras vezes 
          com eles ao colo ou por perto.
          Como também gosto destes animais tão enigmáticos foi uma forma de lhe prestar a minha sentida        
          e sincera homenagem

quarta-feira, outubro 17, 2012

Comunicado

Na frente ocidental nada de novo.
O povo
Continua a resistir.
Sem ninguém que lhe valha,
Geme e trabalha
Até cair.

Miguel Torga

Coimbra, 18 de Abril de 1961

Nota: Quem diria que voltávamos ao mesmo?

terça-feira, setembro 04, 2012

Porque é tempo de renovação...

Folhinha

Murchou a flor aberta ao sol do tempo.
Assim tinha de ser, neste renovo
Quotidiano,
Outro ano,
Outra flor,
Outro perfume.
O gume
Do cansaço
Vai ceifando,
E o braço 
Doutro sonho
Semeando.

É essa a eternidade:
A permanente rendição da vida.
Outro ano,
Outra flor,
Outro perfume.
E o lume
De não sei que ilusão a arder no cume
De não sei que expressão nunca atingida.

Miguel Torga


É assim que vejo a entrada de Setembro...

quinta-feira, agosto 16, 2012

A uma Amiga...


(foto da net)

Na manhã alta e clara
As palavras espalharam-se
Como pérolas
No tampo escuro da mesa.

E como por magia
Tornaram-se poesia
Na voz cadenciada e triste
De quem as lia.

E nós ali a ouvi-la!


Nota: Apenas uma triste imitação...

domingo, janeiro 08, 2012

Canção de domingo



Por ser domingo, ofereço-vos este poema de Mario Quintana!

segunda-feira, dezembro 12, 2011

Horário do Fim

Incapaz de o dizer por palavras minhas porque é Dezembro e este é o mês de muitas perdas para mim, escolhi este poema para homenagear um amigo que partiu ontem! Mais um que partiu demasiado cedo...

Horário do Fim

morre-se nada
quando chega a vez




é só um solavanco
na estrada por onde não vamos




morre-se tudo
quando não é justo o momento




e não é nunca
esse momento


Mia Couto, in "Raiz de Orvalho e Outros Poemas"