Mostrar mensagens com a etiqueta Leituras;Reflexões. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Leituras;Reflexões. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, agosto 27, 2014

Cleo

Às vezes acontece virem parar-me às mãos textos de autores/as completamente desconhecidos/as!
Foi assim que li de um fôlego "Cleo" de Hellen Brown, uma cronista nascida e criada na Nova Zelândia!
Pelo que me apercebi é uma história verídica que me fez deitar algumas lágrimas, embora não tenha grande valor do ponto de vista literário, fiquei mais uma vez rendida ao papel dos gatos na mitigação de desgostos terríveis!
Deixo-vos com um pequeno extracto.
"Uma divisão é mais bonita quando está decorada com um gato. A sua presença sedosa transforma uma coleção de cadeiras, brinquedos espalhados e pratos com migalhas num templo que apazigua a alma. Nós, pobres seres humanos, cometemos inúmeros erros com as tentativas neuróticas de nos agarrarmos ao passado e controlarmos o futuro. Precisamos de um gato para nos recordar que devemos simplesmente ser."

domingo, agosto 10, 2014

Ítaca

É tempo de verão, tempo de evasão, de diversão, as férias pedem lugares diferentes, lonjuras...se possível!
Nos blogues, no facebook reflectem-se estes estados de espírito relacionados com o desejo de partir, depois partilham-se fotos mais ou menos exóticas e ou interessantes, descrevem-se emoções ou simplesmente descreve-se o que se vê.
Nem a propósito, a crónica de José Tolentino Mendonça da Revista do Expresso deste sábado versava o tema da "viagem" e às tantas diz-nos o seguinte:
"Nenhum país é mais estrangeiro do que o nosso coração. E se não assumimos isso num trabalho pacientíssimo de integração e transformação, tornaremos cada lugar aonde cheguemos, por mais feliz e prometedor que seja, um exílio e uma terra de ninguém. O verdadeiro viajante é aquele que descobre a necessidade de bússolas simbólicas  para a sua travessia. Bússolas em vez de derivas. Um último ponto. A quinquilharia exótica que os turistas arrastam como memória material da sua errância não passa de um equívoco. A viagem não tem nada para dar-nos, além da morte das nossas ilusões e de um novo nascimento. A viagem só tem a oferecer conhecimento. Isso é o que está reflectido no extraordinário poema de Konstantinos Kaváfis chamado "Ítaca":
"(...)
Não te apresses nunca na viagem.
É melhor que ela dure sempre muitos anos,
que sejas velho já ao ancorar na ilha,
rico do que foi teu pelo caminho,
e sem esperar que Ítaca te dê riquezas.
Ítaca deu-te essa viagem esplêndida.
Sem Ítaca não terias partido.
Mas Ítaca não tem mais nada para dar-te."