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quinta-feira, março 13, 2014

Museu da Cidade


O Museu da Cidade de Lisboa localiza-se no Campo Grande e encontra-se instalado nas dependências e jardins do Palácio Pimenta, desde 1979.
Este palácio foi mandado construir pelo rei D. João V, em meados do séc. XVIII, para a sua amante Madre Paula, uma freira do Convento de São Dinis, em Odivelas.



Neste momento encontra-se num dos jardins do palácio esta exposição temporária que pode ser visitada no Pavilhão Preto.
Confesso que desconhecia este artista e fiquei deveras impressionada com o tamanho das  telas, com as cores fortes das mesmas e com o seu currículo.





Embora não tenha ficado muito boa esta foi a melhor foto que consegui tirar.



Dentro do Jardim do Bucho, separado do principal por muros e um portão, encontra-se, penso que desde 2010, o Jardim Bordalo Pinheiro, um projecto concebido por Joana de Vasconcelos que mandou reproduzir na famosa fábrica das Caldas da Rainha, numa escala superior ao normal, cerca de 1200 peças (animais e outros elementos naturais) do caricaturista e ceramista que dá o nome ao jardim. 
Estas peças decoram fontes, ramagens, paredes, muros e até uma chaminé (embora esta não fique dentro do referido espaço).





















No jardim principal onde se encontra o Pavilhão Preto e também o Branco onde não cheguei a entrar pavoneiam-se vários pavões.
De referir que nas exposições dos pavilhões que se encontram no jardim principal bem como no Jardim Bordalo Pinheiro a entrada é gratuita.
Este foi o passeio de ontem porque o tempo primaveril já convida a deambularmos um pouco pela cidade.
Mas há que voltar ao Museu porque o principal ficou por visitar.


terça-feira, setembro 03, 2013

Arco da Rua Augusta e A Última Fronteira


No dia 27 de Agosto fomos até ao topo do Arco da Rua Augusta!


Impossível não ficarmos deslumbrados com uma perspectiva jamais vista.



Quer em cima...


...quer em baixo!



Depois seguiu-se a visita a esta exposição que se encontra a decorrer até ao dia 15 de Dezembro na Torre Poente do Terreiro do Paço.
Digitalizei esta foto a partir do documento que me foi dado como guia para uma visita mais completa.
São doze as salas temáticas desde a chegada dos refugiados até à sua partida, passando também por aspectos locais, a cidade, os correios, informação e propaganda, sala de cinema onde passa um filme feito de documentários da Lisboa da época (muito interessante), o paraíso dos espiões...


Esta é a indicação da entrada para a exposição.


A sala de entrada com as malas dos refugiados...


A opinião de alguém que nunca ouvira o pregão dos ardinas!



Uma mala de viagem de senhora vista por dentro...


Crianças lisboetas dos bairros pobres...



A opinião de Antoine de Saint-Exupéry sobre Lisboa,  desaparecido durante a guerra..


Uma das fotos que mais me impressionou e que documenta a espera que "tinha os seus lugares diurnos e nocturnos: os cafés da Baixa, os hotéis, as esplanadas, os jardins, as agências de viagens, as companhias de navegação e os consulados e embaixadas." 

"Lisboa, o único porto livre e neutral da Europa, transformou-se em ponto de encontro e sala de espera de todos aqueles que fogem de Hitler  De facto, não foram nem uma exposição universal, nem um festival o que atraiu tantas pessoas para estas ruas. São exilados, apátridas, aqueles que aqui se concentram. E que coisa podem fazer? Apenas uma: ficar cá enquanto tiverem autorização para isso. Apenas esperar. E por quê? Pelo navio salvador que os levará daqui, para qualquer lugar, desde que seja longe, o mais longe possível do inimigo que lhes ia no encalço para onde quer que fossem. Ele tinha-os perseguido por toda a Europa, e agora esperavam pelo navio salvador."

Erika Mann


E o Tejo ali à nossa frente sempre que passávamos por uma janela ou varanda!
O rio onde se mira a cidade que foi porto de abrigo para milhares de europeus fugidos à fúria assassina do regime nazi!


Nota: Peço desculpa pelo número excessivo de fotos e ao mesmo tempo por ter dito tão pouco desta excelente exposição que vos aconselho a visitar!