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| "Os Jogadores de Cartas" de Paul Cézanne |
Só a chuva os consegue arrancar da pracinha frente ao prédio onde habito em part-time, em Lisboa.
Com sol, com calor, com frio, mesmo com nevoeiro, desde que não chova aí estão eles, os jogadores de cartas, a ocupar as duas mesas de ferro com quatro cadeiras cada uma e à sua volta, pelo menos, meia dúzia de observadores destes jogos intermináveis.
A maioria são homens de idade mas também os há mais jovens.
Reformados, desempregados?
Certamente! Mas sobretudo desocupados.
O que farão quando chove?
