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quarta-feira, setembro 11, 2013

Num longínquo 11 de Setembro...



Num longínquo 11 de Setembro eu tinha 18 anos e penso que foi a primeira e a última vez na vida que me senti "la plus belle pour aller danser"...
Foi no casamento da minha irmã!

sexta-feira, dezembro 28, 2012

As Minas do Rei Salomão


No dia em que fiz 10 anos, o meu padrinho, irmão do meu pai, decidiu presentear-me com uma ida ao cinema.
Nessa altura, a terra onde nasci, embora fosse uma aldeia, fervilhava de gente devido à sua florescente indústria têxtil e tinha um excelente cine-teatro onde todos os domingos passava um filme.
A idade do público mais jovem era controlada, à entrada,  por dois soldados da GNR mas esse controlo   abrandava com filmes de aventuras e quando íamos com adultos.
Então, como estava dizendo, fui presenteada com uma ida ao cinema na companhia do meu padrinho, ainda solteiro,  que decidiu levar também a minha avó.
Caseira como era, dada a poucas saídas, sempre numa roda viva com a casa cheia de filhos, teve nove, e de netos, não tinha a mínima vontade de ir, com toda a certeza, mas aquele era um filho muito especial que até lhe dedicava poemas, daí não ter conseguido furtar-se ao convite.
E lá se sentou entre a neta e o filho para vermos juntos  "As Minas do Rei Salomão", um filme de 1950 mas tudo o que lá chegasse com pouco menos de dez anos de atraso era absolutamente actual.
Às tantas, apercebo-me que a minha avó estava a bichanar e tendo ela uma boa escolaridade, leria as legendas apenas com o olhar.
Foi então que reparei que, no colo, numa dobra da saia, tinha um terço e estava simplesmente a rezar.
Dei um toque ao meu padrinho, por detrás do ombro da avó, de forma a que visse o que se estava a passar.
Ele sorriu, eu sorri e a avó lá continuou a rezar.
Nunca mais me esqueci deste filme nem deste episódio da minha infância e se o lembro agora aqui, nesta data, foi por ter ouvido logo de manhã, na rádio, que no dia 28 de dezembro de 1895, no Grand Café no Boulevard des Capucines, em Paris, os irmãos Lumiére fizeram a verdadeira divulgação do cinematógrafo com entradas pagas, passando " La Sortie de l´usine Lumière à Lyon".
Claro que nem eu nem o meu padrinho fizemos qualquer reparo à nossa orante companheira!

quinta-feira, dezembro 20, 2012

Contos de Grimm


Os Contos dos Irmãos Grimm atravessaram e continuarão a atravessar gerações!
No sótão cá de casa, na biblioteca infanto-juvenil dos rapazes, há um livro destes que ainda há-de passar pelas mãos do Dinis!

terça-feira, setembro 13, 2011

Na manhã azul...

(imagem da net)

Na manhã azul o som ouviu-se inconfundível.
Apurei o ouvido, não tinha dúvidas.
Fui à varanda, o som ouvia-se mais nítido e depois o homem surgiu com a bicicleta à mão, com aquele ar de senhor do mundo, assobiando no seu realejo.
Era um amolador de facas e tesouras, daqueles que também consertam chapéus e alguidares...
E logo a minha memória evocou a minha mãe e avó paterna a procurarem as facas que já não cortavam bem, assim como as tesouras.
E assistia com espanto à obra de arte que era gatear um prato de estimação ou um alguidar enorme onde a carne para as chouriças ficava em vinha de alho até ficar no ponto...
Agora tudo tem um curto prazo de validade, a minha mãe e a minha avó já não procuram nada e eu nem sei fazer chouriças...
E logo ontem que deitei para o lixo uns pratos rachados...
E pensei que este amolador na manhã azul era um poema!
Ouvem-no?

Nota: Este foi um texto que publiquei no dia 7 de Setembro de 2008 e como de há uns dias para cá ouço de novo o realejo do amolador decidi recuperá-lo...
Verifiquei os vários comentários e pude constatar que perdi alguns dos comentadores, em contrapartida adquiri outros.
Aos que se mantiveram fiéis peço desculpa pela repetição.
Nessa altura não coloquei qualquer imagem...sempre introduzi uma novidade!

quarta-feira, agosto 24, 2011

Quem se lembra destes filmes?


Há dias recebi das mãos da minha irmã uma agenda, bem pequenina, do ano de 1965. Encontrou-a quando fazia umas arrumações na casa que herdou dos nossos pais.
Folheei-a com interesse e verifiquei que nessa altura tinha por hábito registar tudo o que de especial fazia ou me acontecia.
Nesse ano já estava em Lisboa, na Faculdade de Letras, e embora a mesada fosse curta, ia ao cinema com alguma regularidade, ficando no 2º balcão porque era mais barato!
Dos vários filmes que vi apresento-vos estes três.


"Picnic" datado de 1955, um drama de amor com uma bela cena de dança que pude recordar no Youtube...e cujos intérpretes estão bem visíveis na imagem.



"David e Lisa" de 1962 cujo enredo gira à volta da relação que se estabelece entre dois jovens com perturbações psicológicas e que se encontram numa clínica psiquiátrica.
Ele sofre de afefobia, medo de ser tocado, ela tem dupla personalidade, com uma exprime-se oralmente através de rimas, com outra apenas escreve e desenha.
Acompanhados por um médico dedicado, protagonizado por Sidney Poitier, acabam por conseguir ultrapassar as suas perturbações.
"O Obcecado",de 1965, baseado na obra " The Collector" do britânico John Fowles relata a história de um jovem muito tímido, coleccionador de borboletas, que fica milionário com a lotaria, compra uma enorme mansão isolada e decide raptar uma jovem estudante de artes, rodeando-a de tudo a que estava habituada.
Desenvolve-se um estranho relacionamento entre  o sequestrador e a vítima mas ela acaba por adoecer e morrer.
O filme termina com ele a meter-se numa carrinha, em busca de nova vítima.
Este pormenor da carrinha veio-me subitamente à ideia e nem sei bem se estou certa.
Consta que o livro, que deu origem ao filme, foi encontrado em casa de vários indivíduos que, nos Estados Unidos,  cometeram este tipo de crime.
Freddie Clegg, o obcecado, é interpretado por Terence Stamp e Miranda Grey, a jovem, é interpretada por Samantha Eggar.

Nota: É óbvio que só a "velha guarda" que anda por aqui se poderá lembrar destes filmes!
Gostaria ainda de saber, caso os tenham visto todos, qual dos três têm mais presente.