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sexta-feira, julho 19, 2013

Olhos de mel...

Enfezada, minúscula, sem graça foi assim que ela entrou cá em casa ao colo do meu filho mais velho.
Tinha-a trazido, com a devida autorização, do quintal da costureira que lhe fez a toga de que tanto se orgulhava.
Quando vi a bichinha perguntei-lhe se não havia lá alguma mais bonitinha e ele respondeu-me que tinha escolhido a que tinha o ar mais infeliz porque certamente precisava de um lar como o nosso.



E assim foi! Transformou-se numa linda gatinha tigrada com olhos doces cor de mel e foi nossa companheira durante vinte anos.



Nos últimos tempos andava doente e os tratamentos não estavam a resultar...
A Nocas teve que partir e fiquei ao seu lado, fazendo-lhe festas,  até ao fim que foi rápido e indolor.
E chorei como se chora quando se perde uma grande amiga!

quinta-feira, abril 04, 2013

Gatos não morrem jamais...



Gatos não morrem de verdade:
eles apenas se reintegram
no ronronar da eternidade!

Gatos não morrem de facto:
suas almas saem de fininho
atrás de alguma alma de rato:

Gatos não morrem:
sua fictícia morte não passa de...
uma forma mais refinada de preguiça.

Gatos não morrem:
mais preciso, se somem, é dizer que 
foram rasgar sofás no paraíso.

E dormirão lá,
depois do ônus de sete bem vividas vidas,
seus sete merecidos sonos...

Nelson Ascher, in "Parte Alguma"


A Kikas, a nossa gata mais mansa, mais doce e a única que nasceu cá em casa, sem que nada pressentíssemos de estranho nela, em poucos minutos demonstrou que queria partir em busca de um sofá nas nuvens!
Em vão corremos com ela para a veterinária que já nada pode fazer...
Ficámos inconsoláveis e as outras duas, pelo comportamento que têm assumido, também lhe sentem a falta!