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sexta-feira, maio 16, 2014

"Brinquedos vão ser arrumados"


 A Fundação Arbués Moreira anunciou ontem a intenção de encerramento do Museu do Brinquedo, em Sintra, no final de agosto, devido à quebra de visitas.
Desta forma fica em causa a sustentabilidade financeira do museu, "A nova lei das fundações foi cega e o pouco apoio que o Museu do Brinquedo recebia foi cortado", disse à agência Lusa João Arbués Moreira, filho do criador da Fundação Arbués Moreira, que desde 1989 expõe "uma das maiores coleções de brinquedos do mundo" em Sintra.
O museu, na vila há 26 anos, e desde 1997 num antigo quartel de bombeiros, no centro histórico, "vive muito da bilheteira", admitiu Arbués Moreira, acrescentando que no último ano "as receitas caíram 20%". Entre janeiro e abril deste ano, o museu registou cerca de 7.000 visitantes, contra 8.200 no mesmo período de 2013.
"Não se alterando esta situação, o museu encerrará a 31 de agosto de 2014".
Recorde-se que a Câmara Municipal de Sintra ficou impedida, desde dezembro, de atribuir um subsídio mensal de cinco mil euros e de ceder gratuitamente o edifício, na sequência da nova legislação  que regula o financiamento das fundações.

Agência Lusa



Foi esta a notícia que li, logo de manhã, no jornal Metro mas que se repete no DN na página 43.
Visitei-o, pelo menos, duas vezes com alunos e a garotada gostava imenso de ver como os pais, avós e até bisavós brincavam.
Estava à espera que os meus netos crescessem mais um pouco para poder levá-los lá mas parece que já não vai ser possível. 
Lamento!

Nota: As fotos são da net.

segunda-feira, novembro 28, 2011

Museu do Chiado e Malhoa

Em Agosto fui visitar no Museu Nacional de Arte Contemporânea, mais conhecido pelo Museu do Chiado, uma exposição intitulada "Arte Portuguesa do Séc. XX - 1910-1960- Modernidade e Vanguarda ", tal como a foto documenta, embora com pouca visibilidade.
A visita foi guiada e realizou-se à noite numa excelente iniciativa deste museu. As inscrições eram prévias e a entrada gratuita.
Era uma exposição muito interessante e pude rever alguns quadros de pintores bem conhecidos e ver outros que desconhecia totalmente.
O jovem que guiou o grupo onde estava inserida e que julgo pertencer aos "quadros" da casa ou pelo menos contratado para esse fim apresentou-se vestido informalmente, de calções e sapatilhas o que nada me incomodou .
E por que razão me fui lembrar agora desta exposição?
Acontece que o tal jovem na apresentação e análise dos quadros decidiu fazer comparações com correntes de pintura anteriores a este "modernismo e vanguarda" e fez de José Malhoa uma espécie de "bombo da festa", tornando-se mesmo deselegante nas suas apreciações e isso incomodou-me bastante.
Parece-me que não é este o papel de um guia...



Ontem, assistindo no Canal 2 ao programa "Câmara Clara" dado a partir do Museu do Fado, pude rever o célebre quadro de Malhoa que deu origem ao fado da autoria de Frederico Valério e que Amália Rodrigues tão bem cantava!
Olhei, tornei a olhar para o quadro e continuei a achar injustos os comentários do tal jovem guia.
Afinal não se pode comparar o incomparável!


Já agora aproveito para vos perguntar se identificam o autor deste quadro que constava da exposição?
Não tirei mais fotos porque a bateria da máquina terminou e não levava outra. 

segunda-feira, agosto 01, 2011

Onde estão as mulheres?


Antes de seguir viagem queria falar-vos desta  pequena exposição temporária que se encontra no Museu de Francisco Tavares Proença Júnior, em Castelo Branco.


Logo na entrada um texto de Isabel Barreno, datado de 1979,  chamou-me a atenção pela selecção de termos que nos excluem a nós, mulheres, do discurso oficial e politicamente (in)correcto.
Embora seja de 1979, as marcas linguísticas da exclusão feminina ainda são muito patentes no presente.
Esta exposição, pela amostragem de muitas portuguesas pertencentes a várias áreas de intervenção na sociedade, pretende chamar a atenção para a realidade que já se afasta um pouco do texto mas que ainda está muito longe de uma efectiva igualdade de género.
Reflectidos numa parede passavam os vários rostos femininos, a sua biografia e onde e como se tinham distinguido.
Havia ainda uma secção dedicada à pintura, escultura e fotografia no feminino.



Muito pertinente a pergunta colocada por Isabel Barreno no final de todos os considerando linguísticos de marca masculina!


Claro que apreciei bastante a parte referente aos bordados de Castelo Branco, à forma como está exposto todo o ciclo do linho, a pequena oficina onde trabalha uma artesã e as colchas e paramentos riquíssimos que se encontram dentro de expositores e pendurados nas paredes.
Não tirei qualquer foto nesta zona por não ter sido capaz de eliminar o flash...
Ainda tirei a que se encontra acima mas como podem ver não ficou bem e ainda ouvi uma reprimenda do guia!