terça-feira, setembro 05, 2006

Paralelismo

Ao longo dos anos, a minha mãe foi guardando tudo o que era retalho de tecido dos mais variados padrões, texturas, cores e tamanho. Com eles fazia paninhos de tabuleiro, saquinhos, pequenos "naperons" para os cestos de pão que, no Natal, serviam de presentes para as mulheres da família e as amigas.
Ao longo dos anos, tenho guardado tudo o que é revista, artigo de jornal, apontamentos de todas as espécies ( de colóquios, acções de formação, debates), trabalhos realizados no âmbito de estágios meus e alheios, de frequência de especializações, de pós-graduações, enfim toneladas de papel dentro da minha área profissional!
Há dias foi tudo para a reciclagem!

7 comentários:

Su disse...

gostei dessa comparação...
mas gostei mais de saber que tdo foi para a reciclagem:))))))))))

jocas maradas

Esplanando disse...

Papeis, leva-os o tempo.

magarça disse...

Volta e meia também ganho coragem para me desfazer da papelada. Palavras a mais, para quê?

magarça disse...

Volta e meia também ganho coragem para me desfazer da papelada. Palavras a mais, para quê?

Teresa Lopes disse...

Havia um saco rosa-velho, que guardava botões, na casa da minha mãe, e que já vinha da minha avó. Lembro-me de ser muito pequena e de ir buscá-lo ao velho gavetão e brincar com todos eles: grandes, pequenos, coloridos, discretos.
A minha irmã herdou esse saco. Ainda lhe sinto o cheiro, depois de tantos anos...
O saco dos botões repousa agora em outro gavetão, e guarda as memórias de uma infância doce.
Ler este teu post, trouxe-me de volta o seu cheiro. E foi bom.

Skywatcher disse...

Tmbém sou um pouco " Trapeiro ", no bom sentido da coisa. Guardo toda a espécie de cangalhada, sobretudo papeis, por deformação profissional. Costumo utilizar uma máxima que já me tem resolvido alguns problemas : " Guarda o que não precisas, terás o que te faz Falta ". Mas tudo tem limites, e de vez em quando, lá se faz aquela limpeza da praxe. Todavia fico sempre a pensar: Será que devo??...

Anónimo disse...

Este texto faz-nos regressar à infância.

Maria M.