domingo, dezembro 31, 2006

Tempo

O tempo é um velho corvo
de olhos turvos, cinzentos.
Bebe a luz destes dias só dum sorvo
como as corujas o azeite
dos lampadários bentos.

E nós sorrimos,
pássaros mortos
no fundo dum paul
dormimos.

Só lá do alto do poleiro azul
o sol doirado e verde,
o fulvo papagaio
(estou bêbedo de luz,
caio ou não caio?)
nos lembra a dor do tempo que se perde.

Carlos de Oliveira

3 comentários:

Anónimo disse...

Oi, sou a primeira!
A primeira a desejar-te, hoje, que o novo ano de 2007 te traga tudo o que quizeres e que os teus sonhos se tornem realidade.

Um beijo grande e obrigada pela visita

o alquimista disse...

Dou-te o mundo para amares, o fogo para te aqueceres, a terra para plantares, colhe um singelo arbustro e transforma em varinha de condão, mas apenas lhe des uso com o melhor que guardas no fundo do teu coração...

Luminoso 2007

Rosa dos Ventos disse...

Obrigada, Alquimista!
Que a vida te continue a sorrir mesmo com algumas ameaças de borrascas!
Vou seguir os teus conselhos...
Bom ano!