sábado, outubro 28, 2006

Polvo à moda do Porto


Não, não é de uma receita deste excelente molusco que eu vou falar, caros bloguistas que, eventualmente, me visitam.
É sim de um artigo da revista Visão que nos mostra num organograma (ou será um organigrama?) como funciona a Câmara Municipal do Porto, gerida por esse campeão da moralidade, o Dr. Rui Rio.
Aquilo são tentáculos por tudo o que é Departamento, Assessoria, Empresa Municipal!
Fiquei incomodada, escandalizada mesmo perante tal rede familiar.
Felizmente que na Câmara do meu concelho nada disto se passa.
Ninguém é filho, irmão, pai, mãe de ninguém.
Por mais competente que se seja, quem é familiar de algum dos principais responsáveis autárquicos , fica proibido de entrar em serviços dependentes da Câmara.
Por aqui impera a moral e os bons costumes!

4 comentários:

Ida disse...

Que beleza, pelo menos em algum lugar a moral impera, pois aqui, neste sulburbio, o que não falta é nepotismo que tão gentil e sutilmente chamou de octopofilia... desculpe, nao resiste ao neologismo que me veio à mente e que nem sei se faz sentido em termos filológicos... mas soa bem, não soa? :) Bom feriado! Tb gostei muito dos bolinhos, mas de onde vem a tradição?

Rosa dos Ventos disse...

A tradição vem do tempo em que havia miséria e fome nas nossas aldeias. Os bolos, castanhas, maçãs, romãs, tremoços e uma ou outra moedita faziam muito jeito nos lares menos afortunados.
Soube por uma vizinha brasileira que este hábito também lá chegou.
Agora a criançada só quer dinheiro.
Os bolos e outros comestíveis não lhe agradam de todo.
Quanto ao concelho estava apenas a ironizar.
Peço desculpa por lhe ter criado essa doce ilusão!

Ida disse...

Realmente não percebi a ironia... acreditei... ainda bem que ainda consigo. Qto aos doces, descobri umas coisas sobre essa tradição, no blog da Aschnoor, mas ainda me pergunto como foi parar a Portugal... acho genial... assim como as janeiras que nem sei se ainda se cantam. Abraços! E obrigada pelo esclarecimento!

Rosa dos Ventos disse...

Por cá ainda se cantam e muito bem!
Um abraço