sábado, fevereiro 10, 2007

Moinho sem velas

Moinho da Fazarga - Fátima
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Meu moinho abandonado,
meu refúgio de inocente,
meu suspiro impertinente,
meu social transtornado.
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Meu sussurro de oceano,
meu ressoar de caverna,
minha frígida cisterna,
minha floresta de engano.
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Minha toca de selvagem,
meu antro de vagabundo,
minha torre sobre o mundo,
minha ponte de passagem.
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Meu atributo coitado,
meu tanger de hora serena,
rolo de pedra morena,
silêncio petrificado.
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António Gedeão, in Poesias Completas

4 comentários:

Xaralito disse...

Rosa dos Ventos

Na nossa Freguesia também se fazem poemas aos Moinhos.

Vai ver ao Portal Minderico um moinho do Covão do Coelho!

;-)

Rosa dos Ventos disse...

Fui lá reler o poema que já conhecia!
Este Francisco Madeira Martins é realmente um poeta.
Eu limito-me a copiar os dos outros... :))

TsiWari disse...

um fascínio que nem Cervantes explicaria, esse meu pelos moinhos...


***

Maria P. disse...

Fantástico!
Adoro moínhos.

Boa semana*