domingo, setembro 02, 2012

Escolha de livros...

Na minha longa vida de leitora foram apenas duas as vezes em que escolhi livros pelo título.


 Foi assim que escolhi "Abraço" de José Luís Peixoto e posso acrescentar que além do título a capa com o cavalinho também me agradou muito.
Lembra-me um que está no sótão à espera de ir para Lisboa...embora o da capa seja dos fixos que encontramos nos parques infantis.
Abraço é a palavra que deixo no final de quase todos os comentários que faço nos blogues que visito...são poucos aqueles onde não deixo o meu Abraço...
Sou mais de abraços do que de beijos...
É um livro de crónicas, género que muito aprecio sobretudo quando a capacidade de concentração e o tempo de leitura são escassos.
Ando com ele entre mãos há uns tempos e será para ler devagar.
Aqui na blogosfera já vi várias  referências ao mesmo, nem todas no mesmo sentido.
Embora o objectivo não seja comentá-lo quero apenas dizer que há crónicas muito diversas onde a infância do autor é entrelaçada com diálogos com os filhos pequenos que estão a crescer separados, reflexões sobre tudo isso e ainda  a memória do tempo que passou menos ou mais recentemente  mas onde a família tem um papel relevante. 


Numa época da minha vida em que procurava a resposta para a pressuposta pergunta do título comprei este livro de Rui Cardoso Martins. Era a sua primeira obra.
É um desfiar da dolorosa vivência da interioridade portuguesa, é "um romance onde se cruzam várias histórias sobre suicídios, homicídios, acidentes e outros acontecimentos estranhos. Um denominador comum: a morte."
Procurei-o na estante mas não o encontrei e embora o tenha lido em 2007 lembro-me que apesar de tudo havia na narrativa um certo humor...
E também sei que não encontrei nele a resposta que procurava...
O engraçado da situação é que tanto um como  outro são obras de autores alentejanos, o primeiro de Galveias e o segundo de Portalegre.
Em relação a Rui Cardoso Martins acrescento que acabei de ler o seu segundo livro "Deixem Passar o Homem Invisível" e que talvez venha a falar dele!
Para terminar pergunto aos e às pacientes visitantes se alguma vez escolheram um livro pelo título e ou pela capa?

22 comentários:

Maria disse...

Pela capa nunca. Pelo título tenho dúvidas.
Sei que escolho os livros pelos autores, já conhecidos ou acabados de conhecer, o que às vezes acontece através das críticas aos seus livros.

Abraço.

Graça Sampaio disse...

Sou um bom bocado influenciada pelos títulos e às vezes, meto o pé na argola...

sabes que quando vejo este livro do José Luís Peixoto nas livrarias lembro-me logo de ti? Exatamente por causa da palavra "Abraço" que usas sempre nas tuas despedidas escritas...

Beijinho e boas leituras.

Teté disse...

Escolher livros pelo título é raro, para não dizer raríssimo! Normalmente vou mais por autores que já li ou por indicações de alguns amigos, quando ainda não conheço o/a escritor/a. Mas tenho esse do José Luís Peixoto para ler, pois gostei muito de "Livro" e de "Cemitério de Pianos"... :)

Abraço!

Luna disse...

Por acaso não, mas há sempre uma primeira vez, quem sabe da próxima possa acontecer
beijinho

São disse...

Pela capa, não; pelo título, sim.

Após uma crónica inqualificvável que José Luís Peixoto escreveu na "Visão" contra a minha geração(a que lutou para que a ditadura caísse e ele tivese a liberdade que nós nunca tivemos) , nunca mais voltei a ler uma só palavra dele.

Bons sonhos.

Rogério Pereira disse...

No que se refere a leituras. ando mais de mil anos atrasado...

Abraço deixado
Abraço dado

Teresa disse...

O que nos atrai num livro é qualquer magia, pode estar na capa, numa palavra que escapa de uma página aberta ao acaso, na beleza da capa, na cor das páginas...
Depois, logo se vê se a magia continua...
Bjs

Catarina disse...

Quando não são autores que conheço – principalmente durante as minhas visitas à biblioteca com o intuito de procurar novos livros – sou influenciada pelos títulos e pela capa. Umas vezes gosto outras não, mas confesso que são mais as vezes que acerto.
O que acontece com mais frequência é seguir algumas sugestões de amigos ou mesmo opiniões dos nossos amigos da blogosfera. Foi através da blogosfera que conheci Mia Couto, por exemplo, como já mencionei várias vezes.
Agora tenho entre mãos “A Mentira Sagrada” e “O Último Papa” de Luís Miguel Rocha.
Boas leituras.

redonda disse...

Ainda não li nenhum destes dois.
Já escolhi muitos livros, pela capa, pelo título e pelo resumo na contra-capa (às vezes corresponderam as expectativas, outras não).
um beijinho e um abraço
Gábi

mlu disse...

Nunca escolhi um livro pela capa. Comprei, há tempos, Cemitério de Pianos que me aconselharam, sem explicações. Achei o título estranho e experimentei. Não correu mal, embora não seja bem o meu género.

Um abraço

helia disse...

Habitualmente escolho o livro pelo autor ou por indicação de quem o leu e gostou.Por acaso ainda não li nenhum livro do José Luis Peixoto , mas agora fiquei interessada em conhecer o autor e os seus livros.

ematejoca disse...

Que me lembre, nunca comprei um livro, nem pelo título, nem pela capa.

O ano passado no Porto, estive mesmo para comprar "Teresa" do Richard Zimler por causa do título e também da capa.

Nunca li nada do Rui Cardoso Martins.

Do José Luís Peixoto li um livro de poemas, que encontrei, por acaso, em casa de um familiar durante uma estadia em Vila Nova de Gaia.


PS: Resposta ao teu comentário:

O concerto de Domingo, na igreja Johanneskirche em Düsseldorf, foi magnífico, tendo o publico também participado, cantando uma ou outra canção religiosa, como por exemplo: "Glory to thee, my God, this night".

Como eu gostava de cantar nalgum coro como muitas das minhas amigas, mas não tenho voz.

Esta tarde cantei bem alto e bem desafinado, mas com todo o meu coração.

Então, lá vai aquele abraço!!!

as-nunes disse...

Ultimamente dou comigo a ler poesia, a comprar livros de poesia, a comprar livros em alfarrabistas...

Estou nesta onda...

Um abraço, com todo o gosto,

ps.: O ar está envolto em fumo, fuligem, com ar feroz de fogo!...

trepadeira disse...

Influenciado,só pela opinião dos amigos.

Um abraço,
mário

Nina disse...

Gosto tanto dos teus relatos maiores.:))

Já comprei livros pela capa e pelo título-este 1º, visto aqui, também me lembrou o cavalinho de madeira restaurado pelo teu fiel jardineiro:)...e o título do segundo um motivo nada feliz:(
Já tive más surpresas e boas, nas duas opções.
Ultimamente, confesso, desde que determinada pessoa entrou na minha vida, as minhas leituras tornaram-se mais brilhantes.:)
Na blogosfera presto muita atenção a algumas opiniões, como a tua, a da Teté, entre outras, mas o tempo não dá para tudo e tenho mesmo que gerir.

Então aqui fica não um, mas dois abraços (um com braços pequeninos:))

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

Por vezes, acontece-me comprar livros por mero impulso,ma não é muito frequente.
A última vez que me aconteceu foi com " Comboio nocturno para Lisboa" do Pascal Mercier. Não me arrependi nem um bocadinho.
Também gosto muito de crónicas e aprecio o Rui Cardoso Martins.
Hoje, na minha Biblioteca de Verão também destaco um livro de crónicas. Bastante antigo, mas muito bom, segundo o meu critério :-))
Boa semana

Flor de Jasmim disse...

Deixo-me influenciar muito pelos titulos, mas às vezes sai cada coisa que só lido para perceber!
Confesso que o ùltimo que li foi do nosso amigo Rogério Pereira, não voltei a ler, estou mais numa de escrever, no entanto tenho livros cá em casa para ler que se chegar aos 80 anos não sei se os consigo ler todos.
Boa semana Rosa

Beijinho e uma flor

bettips disse...

Definitivamente, há livros que não escolho. Os incontornáveis, esforço-me por os comprar. Alguns desconhecidos ou vagamente conhecidos, pelo título/autor, abro-os e levanto um pássaro: levo-o ou peço-o emprestado. Mas gosto de "recomendações" de gente que aprecio ou críticas que respeito.
José Luís Peixoto escolheria, por tudo.
Mas... já estou na época de cortar nas compras novas: ando a reler, por ex. um velho livro, "O Retrato de Dorian Gray" enquanto li há uma semana o "1Q84", emprestado.
Assim vai a vida: gosto de encontrar gente com livros "dentro".
Abçs

Justine disse...

Rosa, é bom voltar aqui ao teu canto, após esta ausência que se me impõs sei lá eu porquê!
Livros, um dos nossos denominadores comuns! Livros, a companhia constante em qualquer momento do dia e da noite. E não é que não li nenhum dos que referes?
Mas irei ler...
E mesmo que quisesse responder à tua pergunta, não me lembro:))))
Um abraço muito apertado, de quase partir costelas:))))

Rosa dos Ventos disse...

É um enorme prazer reencontrar-te aqui depois de estares "em retiro"! :-))
Ça arrive, cara amiga Justine!
Logo voltamos a estar juntas para um chá!

Abraço aí para baixo, também muito apertado

luisa disse...

Por norma escolho os livros pelos autores ou por recomendações ( de amigos ou de críticos: No entanto, pensando bem... as capas têm uma função de apelar ao leitor. Se calhar já terei sido influenciada por elas.
Não conheço o autor do segundo livro deste post. Já do primeiro sou fã e gostei muito, mesmo muito, de ler este Abraço.

belle du jour disse...

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