sexta-feira, setembro 05, 2008

Chuva

Chuva

Chove uma grossa chuva inesperada,
Que a tarde não pediu mas agradece.
Chove na rua, já de si molhada
Duma vida que é chuva e não parece.

Chove, grossa e constante,
Uma paz que há-de ser
Uma gota invisível e distante
Na janela, a escorrer...

Miguel Torga

8 comentários:

Maria P. disse...

É o Outono que chega mais cedo...

Beijinho*

Luis Eme disse...

tinha saudades do cheiro a terra molhada, Rosa...

abraço

Escutador de Almas disse...

Chegou sim!
É o Outono que se anuncia mais cedo.
Outono a mais linda estação do ano, com as usas cores matizadas de verde e castanho-dourado na minha terra-quente vinhateira transmontana!

Abraço outonal!

NOBITA disse...

A chuva estava a ser precisa, mas dispensava-se o vento, mas não mandamos no Sr. Tempo.
Bom fim de semana
Beijos

Paradoxos disse...

Também eu voltei - da ausência! :-)

Vanda disse...

Se não fosse mês de colheitas e vindimas, diria sincera: abencoada chuva esta!


O perfume da terra molhada,


as gotas purificadoras na pele tostada de vida...

pin gente disse...

singelo e muito belo

Su disse...

chove...............

jocas maradas