As Amoras
O meu país sabe a amoras bravas no verão.
Ninguém ignora que não é grande,
nem inteligente, nem elegante o meu país,
mas tem esta voz doce
de quem acorda cedo para cantar nas silvas.
Raramente falei do meu país,
talvez nem goste dele,
mas quando um amigo me traz amoras bravas
os seus muros parecem-me brancos,
reparo que também no meu país o céu é azul.
Eugénio de Andrade, pseudónimo de José Fontinhas
Folgo em saber que Eugénio de Castro chegou a essa conclusão!
ResponderEliminarNada como a saudade de algo ou de alguém, para gostarmos de ser portugueses.
Portugal tem sabores silvestres, que mais nenhum país tem!
E o céu azul, mais belo que existe!! : )
Abraço
Temos um belo país e eu sinto orgulho em ser portuguesa!
EliminarAbraço
Desconhecia que Eugénio Andrade é pseudónimo de José Fontinhas.
ResponderEliminarGostei de ler.
Um abraço. Léo, bom dia de domingo.
Ainda bem que gostaste!
EliminarAbraço
Gostei imenso mas desconhecia o pseudónimo!
ResponderEliminarBeijos e um bom domingo!
Há muita gente que pensa ser o seu verdadeiro nome!
EliminarAbraço
Amoras, à parte
ResponderEliminarEugénio mente
ao dizer que raramente
falou do nosso País
É que em cada verso seu
se sente
que o sentir do povo
está sempre presente
Bjinho deste solitário
Tu és um poeta de mão cheia, também!
EliminarClaro que ele mente, porque os poetas são uns fingidores! :))
Abraço
Deus caritas est!
ResponderEliminarQuando se fala em amoras, lembro-me sempre dos meus bichos-da-seda. Não que eles comessem amoras, apenas as folhas da amoreira. : )
ResponderEliminarNão conhecia este poema.
E eu lembro-me de andar às amoras e chegar a casa com a boca preta!
EliminarMais recentemente acompanhei os meus netos e foi um prazer renovado! :))
Abraço
Olá!
ResponderEliminarAmoras grandes,pretas,deliciosas. Por aqui TB temos,mas não tão grandes. Dão um licor delicioso . Colher as amoras sob um céu azul de anil é contagiante. Abraços
https://kantinhodasmensagens.blogspot.com
Só que não se pode ir às amoras com este calor!
EliminarAgradeço a visita!
Abraço
Grande Eugénio de Andrade!
ResponderEliminarAdoro a sua forma de fazer poesia.
Então este poema é uma delícia como
as amoras.
Abraço
Olinda
E mesmo uma delícia, Olinda!
EliminarAbraço
Sempre gostei muito da poesia de Fontinhas.
ResponderEliminarAbraço.
Eu também!
EliminarAbraço
O que eu gostava de apanhar amoras silvestres na juventude!!
ResponderEliminarAbraço
Também eu e os meus netos apanharam esse gosto.
EliminarAbraço