quarta-feira, outubro 17, 2012

Comunicado

Na frente ocidental nada de novo.
O povo
Continua a resistir.
Sem ninguém que lhe valha,
Geme e trabalha
Até cair.

Miguel Torga

Coimbra, 18 de Abril de 1961

Nota: Quem diria que voltávamos ao mesmo?

27 comentários:

Rui da Bica disse...

Hoje como "ontem" !
É "fatal" que aconteça !
A vida é uma alternância constante de ciclos, bons e maus (subidas e descidas).
Nada que não se venha a resolver !
Isto está provado na Teoria dos ciclos (ondas) de Ellyott !
Quando um recuo de três ondas está completo, dá-se início a um outro avanço de cinco ondas e assim em diante, até ser induzida uma inversão.

(Não há mal que sempre dure, nem bem que não acabe)

Abraço ! :))
.

Rogério Pereira disse...

Este seu post
Vai na linha da minha resposta
à pergunta que ontem me foi deixada
(mais logo, a resposta lhe será dada)

Teresa disse...

Não voltámos ao mesmo.
Antes havia esperança numa mudança.
Bjs

Teté disse...

Meio século depois e ainda tão atual... :(

Mas há que continuar a resistir, porque "as árvores morrem de pé"! :)

Abraço

Mery disse...

Triste!
A Teté diz bem o que penso a respeito. Sábio o comentário dela "as árvores morrem de pé e há homens que '"juntos, podem mudar o rumo de uma Nação.
Esperança é a última q morre...
beijinhos e muita força... Fé!

Arnoldo Pimentel disse...

Será sempre preciso acreditar e lutar para mudar.

mlu disse...

Grande Torga que em 6 versos diz tudo o que nos está a acontecer ainda hoje!
É sempre preciso resistir e lutar!


Um abraço.

quem és, que fazes aqui? disse...


A História é cíclica e o povo caiu... na esparrela. Resistiremos?

Ainda acredito!

Beijo

Laura

as-nunes disse...

Então, mas se a Rosa é que tem a "Rosa dos Ventos" como quer que nós possamos ajudar o Torga a encontrar resposta certeira para as suas (que são também as nossas, na atualidade) inquietações?

Parece que estamos condenados a andar num círculo vicioso e não conseguimos encontrar a direção certa!

Estaremos mesmo condenados a não termos capacidade para nos auto proclamarmos senhores do nosso destino coletivo?
Como povo duma nação?
Como homens na sua integralidade?

(ºº)

Sonhadora disse...

Comentei o post abaixo e nem vi este. Houve "melhorias na fachada"! Está muito bonito mas já me passou uma rasteira!

Estou sem esperança de mudanças.
O povo está demasiado sereno.

Beijinho

Pitanga Doce disse...

Eh Rosa! Esta´difícil!

Mariinha disse...

Pois é, infelizmente essas palavras podiam ter sido escritas hoje.

Um abraço

Rui Pascoal disse...

Também já houve quem lhe chamasse "O Milagre da Multiplicação"...

http://tintacompinta.blogspot.pt/2011/02/o-milagre-da-multiplicacao.html

Lídia Borges disse...


Que coincidência! Hoje revisitei Miguel Torga e detive-me precisamente neste poema, talvez pela atualidade de que se reveste.

Obrigada pelas palavras deixadas no "Searas"

Um beijo

Flor de Jasmim disse...

Palavras muito actuais, infelizmente não sei até quando resiste!

Beijinho e uma flor

BRANCAMAR disse...

Tempos que se repetem. Precisamos aprender com o passado para melhorar o presente.

Abraço

Lilá(s) disse...

Vamos á luta, não há tempo para desmoralizar.
Bjs

heretico disse...

sim, compreendo o desabafo.

mas não sei se o Miguel Torga escreveria o mesmo texto hoje em dia...

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

Mereciam ser todos julgados em tribunal militar. E condenados, claro...

São disse...

Que faltam nos fazem um Torga, um Herculano, um Eça!!!

Bons sonhos.

amiga da onça disse...

Vão espremer-nos enquanto deitarmos sumo.
Depois..., é para apodrecer.
É o que nos espera, bjs.

Nina disse...

:(((

Aquele abraço

Dalma disse...

Rui da Bica, gostei do seu comentário que traduzido em termos populares é " não há mal que sempre dure nem bem que não se acabe", tenhamos então esperança.

Isa GT disse...

Se leste o meu comentário no blogue do António e a resposta ao teu comentário no meu, claro que estamos sempre a voltar ao mesmo porque a raiz do problema está sempre lá... nós é que pensamos o contrário e quando estamos quase a conseguir mudar os nossos destinos, acontece algo para isso não ir para a frente, seja uma guerra ou ficarmos refens de qualquer coisa, nem que seja de dívidas que marionetas bem comportadas nos arranjaram.

Bjos

Justine disse...

Terá que ser sempre assim? Ultimamente têm sido tantos passos atrás que quase apetece desistir...mas logo a seguir surge a raiva, a força e a esperança, e lá vamos nós para a luta!

Flor de Jasmim disse...

Rosa querida
Li numcomentario teu que tens a tua gatinha doente, desejo do coração as melhoras, sei bem o que é esse sofrimento.
A semana passada tivemos que tomar uma decisão muito dolorosa, mas o melhor para o um dos nossos gatos, pois ele tinha comido algo que estava a mata-lo lentamente, durou meses, mas nos últimos dias foi horrivel, pensa-se que foi uma sardanisca que os mata lentamente.
Um bom fim de semana dentro do possivel

beijinho e uma flor

Duarte disse...

Grande.
Hoje mesmo chegou a mim uma biografia deste grande médico, e grande ser humano, que tão bem escrevia. Sim, já que sabia o que escrevia.
Um grande abraço