domingo, março 25, 2012

Memória

Memória, o que foi que te aconteceu?
Tens cor, luz, movimento e até me trazes os cheiros mais intensos que perfumaram a minha vida, também tinhas som...
Contudo, aos poucos, quase sem dar por isso, deixei de ouvir as vozes dos Ausentes!
Será que o esquecimento começa pelo som?

23 comentários:

AC disse...

Rosa, tenho para mim que não é esquecimento. O tempo torna-nos mais cautelosos, mais sábios, e temos tendência a olhar para as coisas sob um prisma diferente. E isso é caminhar. Ora, quando se caminha, há sempre algo que se vai atenuando, mas que continuamos a transportar na nossa bolsa de memórias. Será que fui confuso? :)

Beijo :)

São disse...

Rosinha, não , não começa nem pelo som nem por coisa outra: quem amamos está sempre connosco enquanto não perdemos a lucidez!

masmo - e talvez ainda mais - quem nos deixou do lado de cá.

Um abraço apertado

Isa GT disse...

Só quando a nossa se apagar, não por partes mas... de vez

Bjos

Lídia Borges disse...

A memória tem vontade própria, escolhe, seleciona o que nos quer trazer...
Às vezes amua.


Um beijo

Luis Eme disse...

são momentos...

apenas isso.

abraço Rosa

Prof Ms João Paulo de Oliveira disse...

Cara confrade Rosa dos Ventos!
O que seria da nossa existência sem as reminiscências?!...
Hoje, se minha saudosa tia paterna, a Sra. Antônia de Oliveira Salera (25/03/1927-03/12/2003) estivesse entre nós estaria comemerando seu natalício...
Caloroso abraço! Saudações memorialistas!
Até breve...
João Paulo de Oliveira
Diadema-SP

Graça Sampaio disse...

A memória lá sabe o que faz... e ainda bem para nós!

Beijinhos

Teresa disse...

Quando menos esperares, voltas a ouvir as vozes que amas. Até os nossos ouvidos da alma se apagarem de vez.
Beijinho.

Dalma disse...

Será que não ouvindo essas memórias não doí menos? Não será a nossa natureza a proteger-nos da dor da perda?

mlu disse...

Eu acho que a memória dos sons não se perde. Há tempos sonhei com um dos meus professores que já morreu há muitos anos e a sua voz era igualzinha! Em algum recanto da memória ela estava guardada e fiquei bem contente porque gostava muito dele.
Como já disseram por aqui, penso que o cérebro nos protege.

Boa semana.

trepadeira disse...

É apenas a defesa natural do organismo.
Voltam sempre.

Um abraço,
mário

Justine disse...

Não sei por onde começa, mas é angustiante por vezes querer lembrar-me do rosto de meu pai e só me lembrar das fotografias...
Da voz, só ums ecos muito longinquos. Triste, muito triste!

Pitanga Doce disse...

Auto preservação, talvez. Um tempo só para ti. Esquecimento não. Nunca!

Beijos e Sol para ti. (dentro e fora)

Cont(R)a Corrente disse...

Eu já só funciono com cábulas e mnemónicas, quer seja no trabalho, quer seja na minha vida pessoal. Com tantas passwords e senhas, qualquer dia existe um código PUK para nos desbloquear a vida, sempre que tenhamos errado mais de três vezes. As únicas permitidas. O problema é que eu já errei muito mais. :)

Flor de Jasmim disse...

Rosa querida
São as memórias sim! A mim são principalmente daqueles que amava e deixei de os ver, de os ouvir. Agora tenho deles que estão em risco de os deixar de ver e ouvir se os retirarem para sitios terriveis, é esta a minha luta em que ando para que isso não aconteça, pois não sei se sobrevirei a tal desgosto.

Beijinho e uma flor

Catarina disse...

A partir de uma certa altura, comecei a ter muito cuidado com a memória, a respeitá-la, a não a considerar como “dado adquirido”. Será que uma das funções da memória é proteger-nos? Não sei.

O caçador de brumas disse...

Ai os ausentes ...
A mim só encontro uma profunda SAUDADE !
Um abraço para ti

Idun, a felina disse...

talvez os sons se vão diluindo, lentamente, em cheiro e cor... que nos remetem a um silêncio bom, porque cheio de afectos.


marradinhas da bicharada.
(então, já acedes facilmente ao blog?)

Lilá(s) disse...

A memória é traiçoeira seleciona o que nos quer trazer, somos escravos dela.
Bjs

R. disse...

Quando os "Ausentes" são evocados é porque a memória permanece.

Um abraço.

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

Creio que a memória encontra o dispositivo adequado para proteger cada um de nós. E isso pode nem ser mau de todo...

Rui Pascoal disse...

Por falar em memória... o meu pai, foi sempre uma pessoa muito activa, física e intelectualmente, faleceu com Alzheimer... mas não é assim que o quero lembrar!
Por isso sorrio-lhe sempre que o recordo e ele devolve-me o sorriso.
:)

Rosa dos Ventos disse...

caros Amigos
Eu sei que não irei esquecer os Ausentes!
Isso só acontecerá quando eu deixar de ter memória mas o que me deixa triste é o silêncio que envolve as lembranças...
Ainda há pouco tempo lhes ouvia a voz, as gargalhadas...
Agradeço as vossas opiniões sempre bem vindas!

Abraço