segunda-feira, novembro 09, 2009

Fluviário de Mora

O Fluviário de Mora é também um óptimo local para uma escapadinha, sobretudo se houver crianças na comitiva.
Embora sem crianças, lá fomos.
Numa das salas funciona um atelier/espaço lúdico onde miúdos e graúdos podem dar largas à sua imaginação, desde a pintura, à moldagem com plasticina, à elaboração de quadras.
Numa cesta havia papelinhos enrolados, tipo rifas e uma legenda convidava-nos a levar connosco os que quiséssemos.
Fui poupadinha e retirei apenas dois. Abri-os e lá dentro encontravam-se quadras, produto dos visitantes.
Deixo-vos com uma das que me calhou.
Trago dentro do meu peito
Duas espinhas de peixe
Uma diz que não te ame
Outra diz que te não deixe.

Não são peixes mas nadam e nadam a preto e branco.
.
Como sei que tenho visitantes com grande imaginação para a poesia, convido-os a apresentarem uma quadra alusiva às imagens que ilustram este post sem qualquer imaginação.

39 comentários:

fj disse...

Rosinha sabes que a pressa é inimiga de perfeição...
com tempo terei q voltar para "enquadrar" a imagem ;)
Um abraço

fj disse...

"Trago dentro do meu peito
Duas espinhas de peixe
Uma diz que não te ame
Outra diz que te não deixe"

quem não "ouviu" ou 100tiu, numa determinada altura da vida, esta mensagem?

Justine disse...

Tiraste-me o passeio das intenções adiadas:)) Há que tempos ando eu para visitar o Fluviário...
Quanto às quadras, tu sabes que sou uma nulidade nessa matéria!
Beijinho

JPD disse...

Estive lá o ano passado, em Junho.
Um passeios inesquecível.
Almocei em Mora e passei a tarde na praia fluvial.

Tenho uma excelente relação com o Alentejo.

Para mim, as duas melhores alturas do ano para passear no Alentejo são Maio e Outubro.

Maria disse...

Passeio falhado há 2 anos. Pode ser que seja breve...

Abraço

maria mar disse...

Muito passeias tu Rosinha!...
Vazia de imaginaçao!...pode ser que mais tarde surja qualquer coisinha...
Abraço

tulipa disse...

Belas imagens.
Mas, nem sempre a inspiração está presente.


Já agora:
«Se usasse um dos seus filhos para salvar outro, estaria a ser uma boa mãe... ou uma péssima mãe?»

Se dependesse de nós salvar um familiar próximo, que tanto amamos, não hesitaríamos em doar sangue, medula, até um rim... mas essa seria uma escolha nossa, não seria a escolha que outros fariam por nós.
Anna, a protagonista desta história, sente-se dividida entre ajudar a irmã que está a morrer e as dúvidas sobre a sua própria existência nesta família visto que foi gerada com o fim de salvar a irmã a quem foi diagnosticada uma forma grave de leucemia.
Mais um filme que aborda um assunto polémico e emocionalmente perturbante, que nos prende até ao último minuto do filme.

Rosa dos Ventos disse...

Cara amiga Justine
Espero pela tua quadra no regresso.
Faz como eu... :-))

Abraço

Madrigal disse...

O Fluviário de Mora*
É um lugar de encantar
P'ra levar meus gatos sem demora
Não vão os peixes abalar

Mas meu coração é um barco
Que não sabe navegar
Cisne negro, cisne branco
Digam-me como hei-de aí chegar?

Duas vezes já tentei
Pensando que o sabia
Duas vezes o caminho errei
E fui parar à Riba Fria

Mas que grande disparate
Que quadra manhosa fui inventar
Tocam os sinos a rebate
Se me ponho a versejar



* Conheço, Rosa, bem como as casas de Romaria da Aldeia de Brotas. Um óptimo lugar para passar um fim-de-semana romântico.

www.casasderomaria.com


Abraço

Jorge

Rosa dos Ventos disse...

Saíste-te muito bem!
Assim fora eu...
És um bom andarilho!

Abraço

Belisa disse...

Olá :)

quadras...aaaaaaaaaaaaahah então aqui vai

Um é branco outro é preto
Nadam sempre sem parar...
Os dois formam um dueto
Não é permitido amuar

Digo isto pois estou a ver
Um à frente outro atrás
Se um viaja muito a correr
O outro nunca terá paz...

:)por ora foi o que se pode arranjar

Beijinhos estrelados

mlu disse...

Duas imagens linnndas!

Olha, um peixe colorido
Mudo, no fundo do mar
E uns "patinhos" que, ao nadar,
Não fazem grande alarido!

Vivem estas criaturas
P'ra nos encantar os olhos.
Também há, lá p'las "alturas",
Muito alecrim aos molhos?

Ups! foi só para rimar, não achei outra palavra, assim de repente.


Bjs

Rosa dos Ventos disse...

Afinal ainda há "pessoal" capaz de fazer quadras!
Gostei!

Abraço

Bartolomeu disse...

Pelas estrada do mundo
Vai a rosa a caminhar
E no Alentejo profundo
O fluviário foi encontrar

No atelier fêz bonecos
moldados pela sua mão
Até se espantaram os marrecos
O que é branco... o outro não

E o peixinho malhado
De barbatana a dar-a-dar
Ficou logo enamorado
Por esta Rosa d'encantar

E os outros não queriam crer
de só p'raquele a Rosa olhar
Amuaram, foram-se esconder
Não se deixaram fotografar

;))))
Beijão Rosinha linda!

Conversa Inútil de Roderick disse...

Já lá fui duas vezes, já que tenho uma avó em Mora. Mas aproveito sempre, se o tempo o deixar, a praia fluvial, claro!

Tite disse...

Rosa,

Eu de rimas não entendo nada.

Em Mora já lá estive mas antes da inauguração do Fluviário.
Tenho que lá voltar de preferência com as minhas netas.

Como ainda sou nova tenho tempo...

Quanto ao post sem imaginação, deixa que te diga que não concordo.

Rosa dos Ventos disse...

Caro Bartô
Tu excedeste-te!
Que veia!... :-))

Abraço

map disse...

Onde há imaginação
P'ra tamanho desafio?
Não são peixes, mas nadavam
Sem ser nas águas de um rio.

Um era branco, outro preto,
Sem qualquer discriminação?
Mas o branco vai à frente...
Coincidência ou intenção?

A brincar com a tua tendência para as gafes neste tema. Lembras-te?

Luis Eme disse...

não somos peixes mas nadamos,
e somos de tal forma completos
que até com eles falamos,
e nunca nos chamam marrecos...

abraço Rosa

Rosa dos Ventos disse...

Cara chefe

Então não me havia de lembrar?! :-))
Como também não me esqueci da tua apetência para quadras!

Abraço

Rosa dos Ventos disse...

A Belisa manifesta-se só através de quadras, isso já eu sabia mas desconhecia a veia do Luís M... :-))

Abraço

legivel disse...

... é mais fácil pegar no mote:

Outra diz que não te deixe
mas meu coração estremece;
o que vem à rede é peixe
tem carne mas não parece.

Tem carne mas não parece
escamas e espinhas também;
mas hoje o que m´apetece
é um bife do acém.

É um bife do acém
assim mastigá-lo possa
que sabemos muito bem
peixe não puxa carroça.

Peixe não puxa carroça
tal não vi no Oceanário;
é uma mania bem nossa
ter peixes no aquário.

Ter peixes no aquário
piriquitos na gaiola;
à janela um dromedário
na estante uma santola.

É melhor ficar por aqui, que isto ainda acaba mal...

Abraços e risos.

Rosa dos Ventos disse...

Os teus posts nunca acabam mal, caro Legível, tão criativo na prosa como no verso!
E já que me fizeste rir, coisa de que muito preciso, aqui vai uma tentativa de conclusão, muito mal conseguida, com rima imperfeita.

Na estante uma santola
Carapaus a correr no estádio
Com filetes na sacola
À varanda do fluviário.

Abraço e fungadelas de riso

Alberto David disse...

Rosa, com tantos poemas amigos, prefiro deixar uma simples informação.

Abraço

"Vale realmente a pena conhecer aquele novel complexo turístico, que a localidade do Alto Alentejo pôs, pela primeira vez na Europa, à disposição da comunidade, uma inovação que fica a fazer parte do País.

A cerca de cento e dez quilómetros de Lisboa e a cem de Badajoz, não ficando imediatamente junto à vila de Mora, é um valioso motivo de elevada atracção para a localidade, que dispõe de alojamentos e restaurantes suficientes para fazer face ao desenvolvimento turístico que vai conhecer.

Uma demorada visita aos peixes em exposição é recomendável, porque se observa algo de novo, além de ser interessante passar um dia a visitar todos os encantadores sítios que confinam com o Ribatejo."

bettips disse...

O meu coração tem dentro
amor em peixe vermelho
mandaram deitá-lo ao mar
não segui esse conselho

Por isso ainda me vive
enclausurado no tempo
o teu amor com escamas
que ferem o pensamento ...
***
é assim, se encontro o Alberto e quando o desafio é amigo!
Mora... também ficou adiada ... mas Moura e por aí adiante, é um regalo para os olhos.

Fica Mora, fica Aviz
ficam fora do passar
para andar no Alentejo
teria de imigrar
***
Fica de fora também o meu grande desejo de não passar mas "estar".
Bjinho

Arabica disse...

Oh Rosinha, tu queres uma brincadeira minha?

Era uma vez uma karpa
era uma vez um peixão
qualquer coisa me escapa?
ah...! é a imaginação! :)

Agora, terei que te dizer, Rosinha, de braço dado, que mais importante que imaginação para o post (que a tiveste) é ter imaginação para a vida. E dessa ninguém te pode acusar de não teres. São escapadelas e fluviários, cisnes a preto e branco e ainda à sorte, papelinhos enrolados.

Não deixes nenhum dos amores.
Cabem todos, salvo erro.

:) Um beijo e bom fim de semana!

Vieira Calado disse...

É um desafio.

Mas como diz um amigo meu em relação ao que escrevo:

Tu andas já pelo sistema triclínico...

e eu não passei do sistema cúbico!


Mas eu aprecio bastante as quadras.

Beijinho

Anónimo disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blogue.
Tite disse...

lguém está a precisar?

Só se forem os patos a preto e branco, não?

ehehehe!

Jinhos

Rosa dos Ventos disse...

Amiga Tite
Para perceberem teriam de ter lido o comentário que apaguei! :-))
Mas para aqueles que não tiveram acesso a esse mimo eu resumo:
Era publicidade ao Viagra!
Como não vi nenhum cisne cinzento, concordo com a Tite! :-))
Abraço

Rosa dos Ventos disse...

Caros amigos visitantes e comentadores
Pensava eu que o Fluviário de Mora "era chão que já tinha dado uvas" e afinal os vossos comentários continuaram a aparecer em forma de verso ou em prosa...
Obrigada a todos

Abraço

Pitanga Doce disse...

Então lá vai que hoje estou pra coisa:

"O pato vinha cantando alegremente
Quando o marreco sorridente
Convidou pra entrar no samba.

Na beira da lagoa
Foram ensaiar para entonar
O tico tico no fubá."

É ou não poesia? Diz lá! hehe


beijos Rosa dos Ventos

Rosa dos Ventos disse...

Claro que é, Pitanguinha!
E com sabor a samba...
Então já recuperaste de tanta emoção?

Abraço

pin gente disse...

se usasse a plasticina
fazia um peixe balão
todo ele colorido
com muita imaginação

na rifa que eu tirei
num papelito enrolada
duas espinhas de peixe
deixaram-me baralhada

uma delas eu aceito
pois não te quero deixar
a outra já é difícil
só a ti eu sei amar.


beijos

Duarte disse...

Não conheço este espaço de lazer,
donde novos e velhos lá vão.
Que sem duvida dá prazer,
o que importa, pois então!

Peixes e patos a nadar
e o pessoal a contemplar.
Entretanto com papelinhos fiz
um boneco sem nariz.

Boa iniciativa, que capacidade a tua! Todos a trabalhar!

Um forte abraço

Rosa dos Ventos disse...

Eu sabia que tinha visitantes com imaginação, não só pelos comentários que me deixam mas sobretudo pela excelência dos seus blogues, ainda assim conseguiram surpreender-me com a vossa participação.
Sou capaz de mandar para o Fluviário esta "colectânea"! :-))

Abraço

Pitanga Doce disse...

Ó Rosa, as emoções não param de chegar. Elas vêm até pelas fibras óticas. hehehe

Chris disse...

Ainda hoje vi na Tv uma notícia relativa ao fluviário...
agora passo por aqui e também o encontro...
Um abraço
Chris

goiaba disse...

Também já fiz essa "escapadinha" e gostei. Abraço