Outonal
Caem as folhas mortas sobre o lago;
Na penumbra outonal, não sei quem tece
As rendas do silêncio...Olha, anoitece!
- Brumas longínquas do País Vago...
Veludos a ondear...Mistério mago...
Encantamento...A hora que não esquece
A luz que a pouco e pouco desfalece.
Que lança em mim a bênção dum afago...
Outono dos crepúsculos doirados,
De púrpuras, damascos e brocados!
- Vestes a terra inteira de esplendor!
Outono das tardinhas silenciosas,
Das magníficas noites voluptuosas
Em que eu soluço a delirar de amor...
Florbela Espanca, in Charneca em Flor
Gostei do poema e obrigada pela partilha!
ResponderEliminarBeijos e um bom dia
Foi escolhido a dedo! :))
EliminarAbraço
Bonito, bonito, bonito.
ResponderEliminarFlorbela Espanca, claro.
Um abraço, Léo.
Com Florbela Espanca é assim!
EliminarAbraço
Florbela Espanca, grande poetisa!
ResponderEliminarNas minhas andanças por Alentejo, neste Verão, encontrei no
Alojamento um livro quase uma antologia das obras dela.
Tenho de procurá-lo nas livrarias, só que não me lembro do
título.
Abraço
Olinda
Talvez seja o Livro de Mágoas.
EliminarAbraço
A poesia de Florbela Espanca é marcada por uma intensidade passional que me cativou na adolescência, explorando temas como o amor, a solidão e o desejo com uma força melancólica e arrebatadora.
ResponderEliminarFlorbela Espanca foi uma mulher que nasceu fora do seu tempo.
EliminarCultivou o soneto com mestria e ofereceu-nos uma alma atormentada e apaixonada.
Abraço
Amar e ser amada, foi sempre o sonho desta alentejana poeta.
ResponderEliminarUm sonho que toda a Mulher tem e poucas conseguem realizar.
Abraço
Florbela Espanca viveu sempre atormentada pelos seus desejos de felicidade não atingida.
EliminarAbraço
Há melancolia e um certo contentamento ou aceitação do que o outono a faz sentir.
ResponderEliminarGostei!
Chega a comprazer-se com os sentimentos antagónicos que sente entre uma natureza de tons magníficos e o seu sentimento de quase agonia.
EliminarAbraço
Li este livro há décadas e foi bom encontrar aqui um poema de Florbela Espanca.
ResponderEliminarAbraço, sonhos agradáveis.
Os sonetos de Florbela Espanca são de uma enorme sensibilidade!
EliminarAbraço
Que pena Florbela não estar entre nós
ResponderEliminara escrever um soneto sobre este Outono
onde as tais "tardinhas silenciosas"
estão sendo infestadas por tristes murmúrios
Abraço poético
Este Outono não está com bons prenúncios, tens razão!
EliminarAbraço