quarta-feira, setembro 30, 2026

Leituras

Saí da minha zona de conforto e voltei à fisioterapia.
O jovem que me acompanha tem 23 anos e eu admiro esta juventude que opta por ficar a trabalhar em Portugal, apesar da tentação de melhores vencimentos "lá fora". Seja como for, viver com os pais e a dois passos do trabalho também é uma mais valia.
Como sou uma conversadora nata, vamos falando de vários temas, enquanto faço o melhor que posso para me livrar da canadiana.
Num dos últimos temas, abordámos as leituras que temos entre mãos.
Foi então que fiquei a saber que, depois de ter visto o filme Odisseia, resolveu comprar o livro e iniciar a sua leitura.
Disse-me que não esperava que fosse em verso, eu sorri e disse que, como narrativa épica, era como os Lusíadas ou que os Lusíadas eram como a Odisseia.
Falei-lhe do mito da criação da cidade de Lisboa por Ulisses e do  primeiro poema da Mensagem de Fernando Pessoa intitulado, precisamente, Ulisses, e que começa por nos dizer que " O mito é o nada que é tudo".
Em contrapartida ele aconselhou-me a usar a pedaleira que tenho em casa, enquanto leio!

3 comentários:

  1. Li a Odisseia há mais de trinta anos.
    Ler uma tese académica alemã sobre a Odisseia vai ser o meu maior trunfo. Os estudos homéricos na Alemanha têm uma tradição riquíssima, historicamente dividida entre os analistas, que dissecavam o texto à procura de várias camadas de autores, e os unitários, que defendiam Homero como autor único.
    Também quero ver o novo filme 🎥

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  2. Por todo o lado encontramos gente boa. Tiveste, agora, o exemplo do fisioterapeuta.
    É de pessoas assim que eu gosto.
    São pessoas assim que mantêm o SNS a rodar convenientemente.
    E os pacientes agradecem.
    Um abraço, Léo.

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  3. Cada leitor funciona como um filtro único, moldado pelas suas próprias experiências, valores, dores e interesses do momento.
    Essa é uma das belezas da leitura e da comunicação.

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