Ontem fui a casa, continuo a dizer casa, porque é lá que repousa a maioria das minhas boas memórias.
Fui para abrir a porta a dois técnicos que iriam, finalmente, avaliar o estado em que se encontram as janelas do sótão que voaram quando do Kristin. Como não acionei o seguro, tudo ficará por minha conta.
O diagnóstico não foi famoso, o ideal seria mudar todo o telhado, para remediar apresentaram duas soluções - procurar telhas que tapem o espaço em aberto, ou colocação de uma tela que impedirá a chuva de entrar.
A minha vivenda é geminada, com o telhado comum à casa do lado, por isso a sua mudança teria que ser negociada com os vizinhos e eu sem a mínima paciência para negociações e sem vontade de gastar um absurdo na mudança do telhado de uma casa onde não voltarei a dormir.
Uma feliz descoberta - há uma orquídea a florir e ainda há rosas vermelhas num vaso.
Como não levei o telemóvel não houve fotos.
A delicadeza de uma nova floração de orquídea, entrelaçada com a paixão e a resiliência das rosas vermelhas, desenha um contraste visual tão belo quanto poético para o teu dia, fazendo desvanecer na memória as feridas do telhado.
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