Baseado em factos verídicos ocorridos na Bélgica, durante a ocupação nazi, com um abade católico, o narrador conta a profunda amizade desenvolvida entre um padre e um miúdo judeu.
Esse miúdo foi entregue pelos pais a uma família nobre em Bruxelas, mas essa família acabou, por razões de denúncia, por se socorrer do tal padre de uma aldeia a cerca trinta kms da cidade e que acolhia rapazes judeus, numa espécie de colégio, e cujos pais tinham sido levados pelos nazis ou os próprios pais os tinham deixado para os salvarem.
Entre o miúdo judeu e o padre católico surgem diálogos que vão do místico, ao divertido, mas também ao dramático, sobretudo no questionamento sobre a ação de Deus e nas diferenças entre o judaísmo e o catolicismo.
O padre procura que o miúdo não esqueça a sua religião, mas ao mesmo tempo tem de levá-lo a ele e a todos a construírem uma nova identidade a partir de documentos falsos que atestavam a sua origem católica e a irem mesmo à missa na aldeia.
Durante três anos sofrerem muitos sustos, mas a guerra acabou e os pais do miúdo apareceram.
É uma pequena narrativa cuja conclusão já nos coloca na atualidade, com referências ao conflito entre Israel e o povo palestiniano.
Já adultos, o tal miúdo e um grande amigo que vive em Israel, têm este diálogo:
- Não sejas ingénuo, José. A melhor forma de chegar à paz, é muitas vezes a guerra.
- Eu não estou de acordo. Quanto mais ódio acumulares entre estes dois campos, menos a paz será possível.
Nota: o meu último Leituras teve apenas duas leitoras!

Continuação de boas leituras.
ResponderEliminarEstou virada para outros temas menos profundos. : )
Eu ando por "águas" profundas! :))
EliminarBoas leituras também para ti.
Abraço
Li do conhecido escritor e dramaturgo francês Éric-Emmanuel Schmitt duas das suas obras mais famosas: Monsieur Ibrahim e as Flores do Alcorão, Oskar e a Dama de Rosa 🌹 Não é o meu género de literatura.
ResponderEliminarQuando se trata de literatura não falto à chamada!!
Também li o Senhor Ibrahim e as Flores do Alcorão e agora este em francês.
EliminarGosto de tudo o que se refere à 2ª Guerra Mundial, mas não aprendemos nada.
A bomba sobre Hiroxima foi lançada a 6 de agosto de 19451
Abraço
Marie Luise Kaschnitz utiliza esta composição para expor a "banalidade do mal".
EliminarO que lançou a morte sobre Hiroxima
Entrou no convento, toca ali os sinos.
O que lançou a morte sobre Hiroxima
Saltou de uma cadeira para a corda, enforcou-se.
O que lançou a morte sobre Hiroxima
Caiu na loucura, afasta fantasmas
Cem mil, que o atacam todas as noites
Ressuscitados do pó para ele.
Nada disto é verdade.
Ainda há pouco tempo o vi
No jardim da sua casa, nos arredores da cidade.
Como ainda eram jovens e as rosas frágeis.
Isso não cresce tão deprimido que alguém pode se esconder
Na floresta do esquecimento. Bem visível estava
A despida casa de província, a jovem mulher
Que estava ao seu lado num vestido floral,
A menina pela mão,
O rapaz que estava sentado nas suas costas
E brandia o chicote acima da sua cabeça.
Muito bem reconhecível estava ele próprio,
De gatas no relvado, o rosto
Contorcido de arroz, porque o fotógrafo
Estava atrás da sebe, o olho do mundo.
Estamos de novo a assistir à banalidade do mal, à força de o vermos em direto nos noticiários!
EliminarAbraço
Nunca li nada deste escritor, graças pela sugestão.
ResponderEliminarAbraço :)
Eu já vou no 2º. :))
EliminarAbraço
Agradeço e registo a sugestão.
ResponderEliminarAbraço
Eu gostei sobretudo dos questionamentos do miúdo sobre Deus, talvez por também os pensar! .))
EliminarAbraço
Uma resenha interessante. Eu não conhecia este livro.
ResponderEliminarNova Tirinha Publicada. 😼
Abraços 🐾 Garfield Tirinhas Oficial.
Eu gostei muito das dúvidas do miúdo sobre a ação de Deus! :))
EliminarAbraço
Sugestão registada.
ResponderEliminarTenho que adquirir um novo móvel com muitas prateleiras :)
Um abraço, Léo.
No apartamento ainda não tenho qualquer estante, resultado os livros empilham-se no chão! :))
EliminarAbraço
je passe te souhaite une belle nuit a demain bisous Fabien
ResponderEliminarMerci!
ResponderEliminarGostei muito de saber deste autor e deste livro.
ResponderEliminarTambém gosto muito do tema da 2a guerra mundial.
Obrigada.
Abraço
Olinda
Ainda bem, Olinda!
EliminarAbraço