O meu bairro está em festa!
Desde há 30 anos, data da inauguração desta capelinha, que se festeja o S. João e de que maneira.
Há comes e bebes durante vários dias, quermesse, algodão doce, filhoses, café da avó, animação musical, baile até às tantas, mas também cerimónias religiosas, missa, terço e procissão.
No aspeto decorativo, todos os anos somos surpreendidos com um tapete de flores que vai das escadas da capela até ao final do pequeno largo. Este ano as flores foram substituídas por verdura e elos ligados uns aos aos outros a simbolizar a união presente no bairro, onde dezenas de moradores se envolvem, para que tudo corra bem e com muita animação.
Neste dia 23, ao fim da tarde, já há uma enorme fila para as sardinhas que são o prato forte, o jantar prolonga-se quase até à meia-noite, hora de lançamento do fogo de artifício, com foguetes de luzes, controlado com a presença dos bombeiros.
Este ano com Portugal a jogar, penso que às 17,30 já há mesas ocupadas.
Com as sardinhas de semana, a família juntou-se no domingo para o tradicional almoço, nas mesas corridas à boa maneira da província.
Quando digo a família, sou eu com os meus rapazes e a minha irmã com os filhos e netas. Este ano tivemos duas faltas justificadas.
Os rapazes vieram de Lisboa, mas partiram cedo porque o neto mais velho tinha exame de matemática na segunda.
Se a música se ouvia muito bem na minha vivenda, aqui no apartamento ainda chegam alguns ecos.
E é assim o S. João no meu bairro.

ASSIM gostava eu de celebrar! No Porto é de loucos, impessoal, demasiada bebida e forasteiros/turistas, além das marteladas com que as pessoas se vingam (acho) da raiva que sentem e má educação que têm, da vacuidade das vidas. Que bom conservarem e descreveres essas tradições de vizinhança. Abr Bettips
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