domingo, maio 13, 2007

O cais da tristeza

Soltei as amarras à tristeza, ela fingiu pôr-se ao largo mas continua a voltar todos os dias, encostando-se devagarinho ao meu cais.



11 comentários:

Luisa Oliveira disse...

Não permitas que atraque. Para isso, tem que pagar uma cota. Humilha-a, atira-lhe com o dinheiro à cara e ri-te dela. Bem alto. Vais ver que não volta.

redonda disse...

Esperemos que uma corrente de Verão a afaste de vez...
Vim retribuir a visita e oferecer-me para se quiseres te enviar os apontamentos do workshop. Dura só três dias e a 2ª e 3ª aulas foram adiadas para Junho. É em Serralves e é provável que organizem outros. Se quiseres que te envie o que apanhei da 1ª aula é só enviares-me um mail (escritaredonda@gmail.com)

AnaG. disse...

Empurra-a fortemente e pede ao vento que te ajude.
Não deixes que ela faça parte da tua vida.

Beijinhos

Luis Eme disse...

Vira-lhe as costas... e caminha para os lados da praça da alegria...

LB disse...

Diz-lhe que o cais fechou... pode ser que acredite.

Beijinho

Maria P. disse...

Porque não escolhes outro mar, ou rio?...

A frase é fantástica, diz tanto.

Beijinho e boa semana*

Entre linhas disse...

Soltam-se as amarras mas as mágoas ficam no largo das recordações.
Tende-se escolher outros horizontes...

Bom ínicio de semana
Bjs Zita

zambujal disse...

Excelente tradução de um estado de espírito porque expresso em palavras que dizem tudo nas imagens que usa usando as palavras (e a foto).
Mas há uma questão que me parece ser de fundo, isto é cá do fundo:
quereremos mesmo pôr a tristeza ao largo e que ela não volte? Não será o cais que nós somos um lugar de visita de tristeza, e de alegria, e até, por vezes, de profundo desalento e de desmesurada euforia? Não será uma luta de antemão perdida tentarmos afastar - para sempre... ao largo - o que em nós está, o que em nós é, o que nós somos, e que, por isso, de vez em quando nos visita em viagens interiores e não em idas e vindas ao largo, trazendo acima (acima, acima, gajeiro...) o que cá dentro está... embora muitas vezes sossegadinho e, sempre!, deveria estar controlado, domesticado?
Desculpa, rosa dos ventos, o que para aqui saiu mas foi a tua ventania rosada que me trouxe a estas elucubrações.

Teresa disse...

Então,amiga? Vamos tomar um café?

Su disse...

...e ela volta....e torna a voltar......

jocas maradas

Joana disse...

eu dava.lhe um chuto, bem forte, para ela ir e não mais voltar!