(foto da net)
É uma luta inglória a que travo, diariamente, com as folhas que caem no meu jardinzito!
Eu varro e daí a nada o chão está de novo colorido de pinceladas que vão do castanho dourado ao escarlate.
Se tivesse alma de poeta e alguma criatividade, em vez da vassoura, pegava numa folha e numa caneta e escrevia um poema às folhas caídas...
Assim, como sou uma prosaica, limito-me a continuar a varrer!

37 comentários:
Ora, minha Amiga... é a nossa Mãe-Natureza a cumprir o seu papel de renovação.
É o tempo a andar para a frente e nós querermos puxá-lo para trás.
Beijinhos
João
Há folhas que não merecem ser varridas.
Começar a semana em formato filosófico não fica mal pois não?
Abraço
Muito bonito este pequeno texto.
Bj.
Irene Alves
Quando chegar a Duesseldorf também tenho de limpar as folhas caídas no meu pequeno jardim, entretanto, na cidade invicta, leio as poesias líricas de Almeida Garrett, na última e a mais importante obra do autor.
Saudações da minha cidade.
Só falta uma lufada de vento
para as levantar do chão
Tarefas de Outono. Felizmente, na Primavera, voltam a ser fonte de alegria.
Rosinha, fizeste-me rir, tens sim
alma de poeta e sensibilidade para
perceberes que o chão do teu jardim
fica lindo de pinceladas, isso é o quê?
alma de poeta, beijo amiga
Percebo-te! Por 20 folhas que se apanhem, lá caem mais umas quantas! É quase inglório, mas é a Natureza!
Beijinhos
Varre, varre, vassourinha
Varre, varre, vassourão
As folhas caídas no
Jardinzito da Rosinha
Fizeram do seu texto
Um belo poemão!!:))
Rosinha, sabes que o melhor adubo para as árvores são as suas próprias folhas?
Quando vierem as chuvas de Inverno elas apodrecem, fermentam e na Primavera, ao rebentos serão mais fortes e os frutos mais doces!
Abraço e deixa que a Mãe-Natureza se encarregue de tudo.
Desculpa, mas deu-me para isto...como se tu não soubesses tudo o que escrevi! :)
«Folha revolta
Que anda no chão,
Lágrima solta
Do coração;
Corpo sem vida,
Haste sem flor,
Folha caída
Do meu amor!»
João de Deus
creio que o poema existe na folha que caiu . cada uma é um poema e no jardim e na mulher que varre se lê a poesia . parece que se a poesia existiu foi nesse momento em que se encontraram :))
Deixa lá, se isto te acalma
sempre é bom te dizer
que há poetas sem alma
que nem sabem... varrer
E que bem que ela "varre".
Haja quem as apanhe...
Antes que o vento as espalhe.
:)
Bem, este texto fez-me sorrir, lembrei-me que gosto das flores e que ainda não tinha pensado que pode ser preciso varrê-las :)
um beijinho
Gábi
Existem folhas que não se devem varrer :))
Eu tenho Um "folha seca" cá mesmo dentro de casa!
As folhas secas são muito boas para adubar terra para plantas, ou mesmo para árvores.
Boa semana Rosa, mesmo que seja a varrer.
Beijinho e uma flor
Penso que poderá continuar a varre-las todas para deixar o jardim mais bonito.
Eu faria um buraco grande onde as colocaria todas para alimentarem, depois decompostas, as próprias mães.
Se vivesse em Macau não teria esse problema.
Porque não teria jardim.
É um luxo a que muito poucos se pode dar.
Boa tarde, a natureza como perfeita que é, sabe o que faz, oferece para embelezar a nossa alma, maravilhosas cores.
a natureza renova-se,"será que ao varrer as folhas não está a contribuir para a renovação?" penso que sim.
AG
http://momentosagomes-ag.blogspot.pt/
~
~ ~ Varrendo folhas caídas de Outono e pensando no atrapalhado romantismo de Almeida Garrett...
~ ~ ~"E infame sou, porque te quero; e tanto
~ ~ ~ Que de mim tenho espanto.
~ ~ ~ De ti medo e terror...
~ ~ ~ Mas amar!... não te amo, não."
~ ~ De "Amor" (patético) ~ Folhas Caídas ~ AG.
~ ~ Tenho a certeza que escreverias uma belíssima prosa poética, se a pretendesses.
~ ~ ~ ~ Grande abraço. ~ ~ ~ ~
E quem te disse que este teu texto não possui poesia??
A foto está bonita...
Beijinhos :)
Podem não dar poema mas que dão uma bela foto, lá isso dão. :)
Agradeço a visita a Lidacoelho.
Continuo com o mesmo espaço e também o mesmo número de publicações.
O computador é novo e não tem virus.
Se existem outros motivos desconheço.
Gosto do ruído das folhas secas quando as piso. Gosto de as colecionar no outono. Depois descarto-as...
A foto não é minha, como podem verificar!
Gostei dos comentários...alguns estão mesmo poéticos! :)
Abraço
Corri ao teu blogue, Rosa dos Ventos, para me encontrar com o Baptista Bastos, mas não o encontrei.
Também o afastaste daqui?
Penso que não!
Volto mais tarde, agora vou dar uma volta, antes que comece a chover.
Por que motivo o mais recente 'post' não aparece?
Houve um problema técnico com o link que não consegui resolver, foi essa a razão, Observador e Teresa que agora está no Porto! :)
Abraço
Também vinha atrás do Baptista Bastos! Não o encontrando, peço-te permissão para transcrever algumas palavras suas, onde se misturam algum desencanto com a determinação que sempre o caracterizou:
"...Fui posto fora, mas não das palavras. Vou com elas, velhas amantes, para aonde haja um jornal que as queira e admita a indignação e a cólera como elementos de afecto, e sinais de esperança, de coragem e de tenacidade."
É assim que se fala!
Beijinhos e obrigada, Rosa dos Ventos!
Prosaica ou não, por mim deixava pelo chão essas fohas caídas, que até fazem um lindo tapete... :)
Abraço
Bom, também luto com isso, mas a maior parte das vezes ganham elas!
Não consigo encontrar o seu post sobre o meu amigo BB!
Bem queria comentar o teu texto sobre o Baptista-Bastos, mas não o encontro... Será que a censura já chegou aqui?!...
Gracinha e Carlos Barbosa
Como já disse tive um problema com o link e a minha preguiça não me deixou refazer o "post"! :)
Abraço
Ia para comentar que não via a primeira página.
Já percebi porquê.
BFDS
Ia para comentar que não via a primeira página.
Já percebi porquê.
BFDS
Deixa-as ficar no chão, como eu faço, até vir um destes aguaceiros violentos, que as varrerá por ti!
As folhas são como nós. Com o aproximar do INVERNO vão caindo a pouco e pouco. E (algo semelhante a nós) não mais se levantam.
Felicidades
MANUEL
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