sexta-feira, julho 25, 2014

No Tempo Dividido




E agora ó Deuses que vos direi de mim?
Tardes inertes morrem no jardim.
Esqueci-me de vós e sem memória
Caminho nos caminhos onde o tempo
Como um monstro a si próprio se devora.

Sophia de Mello Breyner Andresen

30 comentários:

redonda disse...

Imagem muito bonita, fiquei a pensar nas palavras.
um beijinho e bom fim-de-semana
Gábi
(PS Uma fotografia bem difícil no desafio, não? E eu pensar que as mulheres andariam era de mala e por isso carteira, etc, na mesa de café tinha de ser um homem :))

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Rosinhamiga

Sublime. Sophia é sempre sublime. Quem, como ela, escreveria que Caminho nos caminhos onde o tempo
Como um monstro a si próprio se devora.
? Sublime.

E muitos parabéns para tu (não gosto de ti, ups, do ti, tá-se mesmo a ver, não tá-se?)

Qjs

Observador disse...

Sophia, sempre Sophia.

Abraço

Mira disse...

Rosinha, lindo esse poema da grande
poeta SOPHIA, bom fim de semana, beijo

Catarina disse...

Tb gostei de ler.
Bjos

Duarte disse...

Só ela pôde escrever algo assim, tão belo.
Abraços

Rosa dos Ventos disse...

Uma resposta especial para o Observador!:)
Gosto muito de Sophia de Mello e este poema tem neste momento um significado especial para mim!

Abraço

Flor de Jasmim disse...

Gosto muito de Sophia e gostei da imagem que acho linda.

Bom fim de semana Rosa.

beijinho e uma flor

Majo disse...

~
~ ~ A foto será do Olimpo?

~ ~ Não está fácil entender-te hoje, querida Leo.

~ ~ ~ ~ O meu abraço solidário. ~ ~ ~ ~

Rosa dos Ventos disse...

A foto foi tirada no Jardim Botânico do Lumiar onde também estão o Museu do Traje e o Museu do Teatro, Majo!
Os meus caminhos e o meu tempo nem sempre são fáceis!

Abraço

Rogerio G. V. Pereira disse...

Sophia é minha irmã

(e já lá tem a resposta
uma parte em verso
outra em prosa)

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

Impossível ficar indiferente a Sophia.
Bom FDS
Abraço

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

Impossível ficar indiferente a Sophia.
Bom FDS
Abraço

Rosa dos Ventos disse...

Já li a resposta, caro Rogério!
Muito bem dada!

lis disse...

Adoro os poetas portugueses e leio-os incansavelmente, inclusive a Sophia de Mello,que é irretocável,
_ falar no 'tempo que nos devora' continua sendo frequente nos tempos atuais.
um abraço Rosa

luís rodrigues coelho Coelho disse...

Poemas cheios de verdade e de razão

Justine disse...

Fim de uma era, este tempo que nos calhou viver! E os poetas sentem isso como ninguém...

luisa disse...

O tempo que "a si próprio se devora"... e nós também somos por ele devorados.

São disse...

A foto é linda e é sempre bom reler Sophia.

Grato abraço e bom fim de semana

Existe Sempre Um Lugar disse...

Boa tarde,
Sophia Breyner, será sempre recordada, seus poemas vão ficar para sempre.
A imagem é fantástica.
Dia feliz
AG

http://momentosagomes-ag.blogspot.pt/

Rui Espirito Santo disse...

"O tempo a si próprio se devora" ... e direi eu,... nós vamos juntos nessa voracidade ! Eu que o diga e "nós" que o vamos constatando !
Ainda "ontem" éramos crianças ! :((

Um grande abraço, antes que "ele" chegue ! :)))

Janita disse...

Não sei o que os Deuses te responderam, mas sei que nessa divisão de caminhos pode ser muito difícil escolher a melhor vereda!

Sophia podia ser muito enigmática, quando queria!

Um grande abraço, Rosinha.

Evanir disse...

Um encanto as hortências
eu as tinha quase de todas as cores
com o passar do tempo desapareceu com o verão muito quente.
A muito tempo não tenho visitado ,
mais quando consigo eu venho.
Um feliz Domingo.
Evanir.

Teté disse...

Enigmático é a palavra certa para o poema da Sophia, como bem diz a Janita. Já a foto ilustra bem esse tempo dividido. Simbolicamente! ;)

Abraço

Tite disse...

Bonito mas triste... para o meu gosto.

Bjs

Lilá(s) disse...

Sophia é única!
Bjs

Pedro Coimbra disse...

Sophia e um belo jardim.
Beleza pura.
Boa semana

Anónimo disse...

Parecido lugar com a Quinta dos Andersen onde Sophia viveu parte da sua vida. Onde os monstros se devoram é nesta sociedade onde o dinheiro impera... O poema já o adivinhava porque Sophia era clarividente como só os poetas sabem.
(os príncipes têm o seu tempo, a cada um o seu!)
Bjinhos da bettips

heretico disse...

"sibila" a sublime Sofia

beijo

Rui Pascoal disse...

Insaciável...