quarta-feira, novembro 16, 2011

"Venham enfim"

No 89º aniversário do nascimento de José Saramago deixo-vos um poema seu!



Venham enfim as altas alegrias,
As ardentes auroras, as noites calmas,
Venha a paz desejada, as harmonias,
E o resgate do fruto, e a flor das almas.
Que venham, meu amor, porque estes dias
São de morte cansada, 
De raiva e agonias
E nada.


José Saramago, in "Provavelmente Alegria"

26 comentários:

Nina disse...

Muito bonito!
Venham elas!
beijinhos

ematejoca disse...

Li uma grande parte da obra de José Saramago (embora ele não seja o meu escritor preferido) e a sua poesia encanta-me.

Óptima escolha, Rosa dos Ventos!

M. disse...

É o segundo blog em que encontro o Saramago...

Já ganhei o dia:)

Paula disse...

E venham elas, que nós cá as esperamos!

Rui Pascoal disse...

Não conhecia.
Obrigado pela partilha.

Rogério Pereira disse...

"Venha a paz desejada, as harmonias,
E o resgate do fruto, e a flor das almas."

Não é só com o humilde trabalho das palavras que se escrevem coisas assim. É também necessária dignidade de quem sabia o que nos falta...

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

Li todos os livros de Saramago ( menos o publicado recentemente Claraboia?), mas de poesia não conheço nada. Gostei deste poema que nos deixa aqui, no dia em que se fez "Ler Saramago".

trepadeira disse...

Hão-de vir desde que lutemos por elas e só assim as merceremos.

Um abraço,
mário

folha seca disse...

A melhor forma de recordar Saramago é divulgar a sua obra.
abraço

redonda disse...

Não conhecia.
Gostei.
um beijinho
Gábi

carol disse...

E é que são mesmo: "estes dias são de morte cansada, de raiva e agonias"

Muito bem escolhido!

Beijinhos

Flor de Jasmim disse...

Rosa
Excelente escolha para homenegerar saramago.
Que venha então essa paz que tanto desejamos.
Beijinho

mlu disse...

Não li ainda poesia de Saramago mas este poema é lindo!!!



Um abraço

Catarina disse...

Porque não o “conheço” bem – talvez deva omitir “bem” - não o associaria a este poema. Por vezes há barreiras invisíveis que se erguem entre mim e certos autores; quando as primeiras páginas não me cativam com muita dificuldade continuarei. Outros, pelo contrário, encantam-me de tal forma que leio quase todos os seus livros. O sr. Saramago pertence aos primeiros. Talvez um dia destes... Há dois livros numa estante que me esperam...

Bartolomeu disse...

Não conhecia o lado poético de Saramago.
Obrigado, Rosinha!

goiaba disse...

E para comemorar a data a chave da Casa dos Bicos foi entregue à Fundação. As portas serão abertas em Março.
Abraço

Lilá(s) disse...

Venham elas!são bem precisas...
Bjs

Rosa dos Ventos disse...

Querida Catarina

É tudo uma questão de se entrar no seu ritmo narrativo que não será dos mais fáceis!
Experimenta porque vale a pena...eu sou fã de Saramago!

Abraço

Justine disse...

Estes dias também, José!
(Obrigada, Rosa)

São disse...

Que venha a paz e a lagria!

Tamb+em o recordei.

Bom final de semana.

Tite disse...

O poeta é bom.
O poema é lindo.
O caminho é que nunca mais chega à harmonia tão desejada pelo poeta e por nós todos.

Chuacs!

(CARLOS - MENINO BEIJA - FLOR) disse...

Que maravilha! Obrigado!!! Beijos!

Sonhadora disse...

Minha querida

Uma bela escolha este poema de Saramago...uma homenagem linda.

Deixo um beijinho e desejo um bom fim de semana.

Sonhadora

albertodavid@sapo.pt disse...

Mais um poema para este fim de semana chuvoso.

Não me Peçam Razões...Não me peçam razões, que não as tenho,
Ou darei quantas queiram: bem sabemos
Que razões são palavras, todas nascem
Da mansa hipocrisia que aprendemos.

Não me peçam razões por que se entenda
A força de maré que me enche o peito,
Este estar mal no mundo e nesta lei:
Não fiz a lei e o mundo não aceito.

Não me peçam razões, ou que as desculpe,
Deste modo de amar e destruir:
Quando a noite é de mais é que amanhece
A cor de primavera que há-de vir.

José Saramago, in "Os Poemas Possíveis"

Abraço

João da Nova disse...

Transmite esperança e desejo de paz, o possível desespero de alguém que per e necessita acreditar.
Pois, então, “Venham enfim as altas alegrias,
As ardentes auroras, as noites calmas,
Venha a paz desejada, as harmonias,
E o resgate do fruto, e a flor das almas”

Duarte disse...

Não conhecia, e gostei.
Obrigado