Nestes últimos 2 anos, a minha mobilidade alterou-se e daí ter que deixar a casa que foi o meu porto de abrigo, durante 57 anos, apesar de ter feito outras escolhas temporárias.
Eis-me de novo no pequeno apartamento que comprámos há 23 anos, quando a casa sofreu um incêndio em Dezembro de 2003. Estivemos aqui quase 5 anos e foi um tempo doloroso, lembro-me de passar semanas deitada num sofá com um cobertor por cima da cabeça, após esse fatídico Dezembro de 2004.
Mas não podia continuar assim a bem da minha sanidade mental e do equilíbrio familiar.
Agora vou ter que criar novas vivências, umas vezes só , outras com o filho e os netos. Os miúdos, agora adolescentes, gostam deste espaço, mas adoram a vivenda e tudo o que ela representa na sua infância de citadinos.
Aos poucos vêm pertences de lá, embora seja impossível trazer tudo o que gostaria, sobretudo livros, quadros e as fotos de família que cobrem uma das paredes do meu escritório.
Tens de olhar para a mudança, como uma coisa positiva, que te vai ajudar na mobilidade, Rosa.
ResponderEliminarAgora só tens de o transformar no "teu canto".
abraço