sexta-feira, novembro 15, 2013

De Bicicleta com Molière



Foi assim que foi traduzido este belo filme francês e compreende-se porquê - se nem toda a gente sabe quem é Alceste, penso que a maioria conhece Molière como um grande dramaturgo francês.
Alceste é a personagem principal da peça "O Misantropo" que retrata um homem exageradamente anti-social, que odeia a falsidade, a hipocrisia.
Filinto, seu amigo, procura chamá-lo à razão, demonstrando que é preciso fazer concessões, usar máscaras para se conseguir viver em sociedade.
Este é o cerne da obra.
Quanto ao filme deixo-vos aqui um breve resumo.
Gauthier Valance é um célebre actor de televisão que tenciona montar uma produção de "O Misantropo". Com o papel de Alceste já escolhido para si, viaja até à ilha de Ré, frente a La Rochelle, a fim de convencer um amigo, Serge Tanneur, actor de nomeada mas afastado dos palcos de livre vontade, há cerca de três anos, a contracenar consigo como Filinto.
Recebe um rotundo não mas, perante uma certa insistência , acabam por decidir durante cinco dias ensaiarem a célebre Cena I do I Acto. onde Alceste e Filinto se confrontam umas vezes como personagens, outras como actores com perspectivas nem sempre coincidentes de representação e ainda outras como homens. De referir que vão alternando as personagens porque os dois querem desempenhar o papel de Alceste.
Para quem gosta da língua francesa, da sua cultura, de teatro, é um filme delicioso, cheio de humor que se desenrola na ilha de Ré, em época baixa, num microcosmo assaz interessante - um agente imobiliário, a dona de um hotelzinho, um taxista, uma bela italiana em processo de divórcio e de venda da sua casa, uma jovem que faz filmes pornográficos.
E mais não adianto!

25 comentários:

Rui Espírito Santo disse...

Molière é sempre uma garantia de coisa boa ! ... mas, ...
Se Alcestre odeia a falsidade e a hipocrisia, choca-me o conselho de de Filinto.
Concordo que nessa ou nesta sociedade seja necessário fazer concessões (100% de acordo), mas usar "máscaras", isso sim, seria hipocrisia com que não concordo ! ...

quem és, que fazes aqui? disse...


As máscaras...

Beijo

Laura

Rosa dos Ventos disse...

Daí as grandes discussões entre eles, Rui! :)

Abraço

Mariposa Colorida disse...

Esse problema é-me tão familiar Rosinha. Aqui em casa vivo-o todos os dias!

São disse...

Gosto da cultura francesa e acho vergonhoso não se conseguir encontrar na Bertrand do Chiado (em plena capital portuguesa) um livro em francês, porém quanto a filmes não são dos que mais aprecio, embora , obviamente, com excepções.

Bom final de semana e obrigada pela informação.

Rogerio G. V. Pereira disse...

E, de repente, percebo quanto ando ocupado...

Vivi disse...

Querida amiga muito obrigada por nunca te esqueceres de nós.
A vida tem-me mantido afastada da blogosfera.
Estou muito grata pelas tuas palavras no meu cantinho e por toda a força que chega desse lado.
Obrigada do fundo do coração por continuares a caminhar do nosso lado, mesmo sem eu ter tempo de retribuir, mas nunca me esqueço de vocês. Ai se o tempo me desse tempo...mas o tempo não para!
Desde o último post, nunca mais tive oportunidade de vir à net. Hoje não vim postar mas sim dar notícias aos amigos que nunca se esqueceram de nós.
A luta por aqui continua com fé e esperança. Segunda-feira o meu marido foi submetido a mais uma cirurgia e já tem outra marcada ainda para Novembro. A situação é delicada, mas continuamos firmes, sem baixar os braços à espera de um final feliz em nome do amor incondicional que nos une. Quarta-feira a filhota mais nova também foi submetida a uma cirurgia delicada..
Vou gerindo o meu tempo em hospitais diferentes, com localidades diferentes, tentando não negligenciar os outros três filhotes. Por enquanto precisava que o dia tivesse 48 horas, mas um dia a tempestade acalmará e estaremos todos unidos como antigamente, porque o amor que nos une é indissolúvel.
Mil e um beijinhos e um abraço apertadinho

maria disse...

Parece interessante...

Abracinho :)

lis disse...

Quando começo a me sentir estressada penso logo em ver um bom filme _ gosto muito.
E os franceses em especial tem o dom de me acalmar rsrs obrigada pela dica.
Costumo ver de todas as formas seja nos cinemas ,em DVD's ou no notebook num site especializado.
Sou fanzoca também dessa Arte.
um abraço grande

marina disse...

Pois gostava de ver...
Beijinho

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

Está na minha lista.Vou ter uma semana ( e fim de semana) muito atribulado, mas espero não o perder.
Bom FDS

Duarte disse...

Como uma aula de literatura, e que amena: pedagógica, docente! Gostei muito.
Abraços

AC disse...

Rosa,
Fiquei curiosíssimo, a sinopse foi perfeita. Vou estar atento.

Beijo :)

Flor de Jasmim disse...

Parece-me uma boa sugestão, fiquei de pulga atras da orelha, quem sabe, um dia eu tenha uma oportunidade.

Bom domingo Rosa junto do teu jardineiro e de todos aqueles que te são queridos.

beijinho e uma flor

Rui Pascoal disse...

Aguçou-me "o apetite", tentarei não perder esse "prato".
:)

Catarina disse...

Se Alceste é um filme recente ainda não apareceu no cineplex mais perto de casa onde predominam os filmes americanos nas suas 18 salas. Ainda estou à espera que chegue A Gaiola Doirada.

Rosa dos Ventos disse...

Por aqui também predominam os americanos mas eu não perco os franceses quando eles aparecem, Catarina!
Vi há uns tempos "Dans la Maison" e gostei mesmo muito!
Só que me esqueço de falar do que vejo e leio...simplesmente pasmo! :)

Abraço

Janita disse...

Como não adiantas mais, ficamos sem saber se Filinto consegue convencer Alceste a usar as tais máscaras 'socializantes'!
Tomara que não!:-)
Deve ser bastante interessante, se associado a Molière e incluindo o tipo de personagens que referes.
De realçar a sinopse perfeita e bem descritiva, Rosa! :)

Um grande abraço.

Rosa dos Ventos disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Rosa dos Ventos disse...

Eliminei o comentário porque me enganei no nome de uma das personagens...:)
Acontece, Janita, que o objectivo era falar do filme e não da peça de teatro.
Em todo o caso adianto que Serge acaba sozinho na ilha de Ré, como começou e Gauthier, ao representar Alceste, tem uma branca daquelas que deixa um actor de rastos!
É um filme a não perder...segundo a minha perspectiva!

Abraço

Graça Sampaio disse...

Mas isso é para quem a sorte de morar em Lisboa... Que bom!

Teté disse...

Bom, ando muito alheada da programação de cinema, mas o teu relato "abriu-me o apetite"... Pode ser que ainda calhe! :)

Abraço

Pedro Coimbra disse...

Completamente a leste acerca do tema.
Boa semana!!

Carla Fernanda disse...

Boa dica. Valeu!

Saudações!

Rosa dos Ventos disse...

Embora haja várias salas de cinema em Leiria, tens razão Gracinha!
Provavelmente será um filme que não chega aí...
Nem todas as distribuidoras o têm!

Abraço