quarta-feira, agosto 19, 2009

Aldeia

Nove casas
duas ruas,
ao meio das ruas
um largo,
no meio do largo
um poço de água fria.
Tudo isto tão parado
e o céu tão baixo
que quando alguém grita para
longe
um nome familiar
se assustam pombos bravos
e acordam ecos no descampado.

Manuel da Fonseca

Nota:

Não é a melhor imagem para este poema, mas, como é o Dia Mundial da Fotografia, optei por obra minha captada em Terena.

Tem que se sair deste Alentejo muito devagar por causa do choque urbanístico que nos espera...



22 comentários:

Maria disse...

Tensa razão. Quantas vezes entro em Óbidos e parece que entrei noutro mundo... Pena que até já no Alentejo haja tanto betão tão alto...

Obrigada pela poema do Manuel da Fonseca. Sempre.

Justine disse...

Grande e cordial Manuel da Fonseca, enorme poeta do seu-nosso Alentejo

Pitanga Doce disse...

É verdade. A saída do Alentejo deve ser feita com cautela, mas não adianta muito porque ele vem dentro de nós...

A foto até poderia ser de Reguengos!

Alberto David disse...

É impossível sair do Alentejo, como é impossível sair do que nos dá o verdadeiro sossego e paz. Para quem queira conhecer melhor Terena, consulte: www.joaoleitao.com/viagens/index.php?s=terena

Si disse...

Ah, Alentejo sereno, que tanto sossego trazes a almas inquietas ou exaustas...
Bela foto, Rosa, aliás, como sempre!

tulipa disse...

No Dia Mundial da Fotografia faço uma homenagem aos fotógrafos e às belas imagens que captam.

Estás incluída nesse grupo de pessoas. Parabéns.

Beijos.

Vieira Calado disse...

A imagem é bem boa!

O calor no Alentejo... bom...

é melhor sair...

Bjs

Dina disse...

Desconhecia que era o Dia Mundial da Fotografia...talvez por isso consegui umas fotos fantásticas com uma máquina de "brincar".
Terena...sabes que há uma padaria na rua principal que tem um pão fantástico? Daquele alentejano mas verdadeiro, não como o que se compra por aqui.

NOBITA disse...

Bela fotografia, já me apercebi que tens gosto pela fotografia, pois tens postado muitas onde elas deixam transparecer "alma" nelas, sabes captar a essência do momento e do lugar.
Eu não sou muito dada a este passatempo, talvez porque meu marido tem na fotografia um gosto muito especial, também tiras fotos a tudo. Adora tirar à natureza.
Beijos

casa de passe disse...

linda


a fotografaia.




lindas


as


palavras...




(nini)

Bartolomeu disse...

Essa é que é a verdadeira quietude dos sentidos, Rosinha.
Sair do Alentejo devagarzinho, pa nã sentir o choque urbãnisteco.
De perferência, sair às arrecuas, para dar a sensação que está entrando.
;)

maria mar disse...

Olá Rosa té kenfim!
"...Abalei do Alentejo Olhei para trás chorando,
Alentejo da minh'alma tão longe me vais ficando..."
Com ruas parecidas com esta e, aqui mais perto temos Óbidos...tb uma terrinha calma k gosto bem de visitar.
bjoca

legivel disse...

... aposto que o Manuel da Fonseca ficaria reconhecido pela homenagem que lhe fizeste.

Sobre a tua foto, só lhe falta um largo, um poço d´agua fria, alguém a gritar para longe um nome familiar, os pombos bravos assustados e os ecos acordados no descampado. De resto está lá tudo.

Abraços e sorrisos.

Si disse...

Rosa,
Há um novo passatempo na minha casa, lançado na caixa do correio, se quiser participar, passe lá, sim??
Beijinhos

Tite disse...

E o Alentejo que retratas é lindo!

Na minha Aldeia acontece mesmo o que diz Manuel da Fonseca.

Jinhos

Anónimo disse...

Como sempre uma bela fotografia,ia para escrever foto,mas não chegava ela é tão completa na expressão...
Quanto ao nosso Manuel da Fonseca,deixa-nos aquela paz da singeleza quem sabe o que quer sem brigar.Lá vou eu folhear a Seara de Vento.
Abraço,Kincas

Patti disse...

Ai o que me encanta essa "vasaria" toda à porta de casa. Lindo, Rosa.

Maria P. disse...

Como eu gosto destas ruas...
:)

Beijinho*

Rosa dos Ventos disse...

Caros amigos virtuais e não só

De facto é apenas uma rua, mas lá ao fundo está o largo com o poço de água fria... :-))
E juro que ouvi todos os sons descritos no poema de Manuel da Fonseca e sobretudo ouvi o som do silêncio!

Abraço

Rosa dos Ventos disse...

Amiga Kinkas
Tanto que há para reler, não é?
E sabermos nós que chegámos a dar "Seara de Vento", como obra completa, a alunos do 8º ano?
Nos anos idos da nossa esperança que não podemos deixar morrer!

Abraço

Arabica disse...

Já o tenho dito noutros sitios a proposito deste e de outros lugares, é tão interessante uma pequena aldeia, escondida no Alentejo, fazer parte das cumplicidades poéticas dos que por aqui se vão cruzando!

Gostei muito de Terena, Também.

Beijinhos

bettips disse...

Alentejo:
Searas de vento nos olhos de um homem tão especial!
Terena:
um lugar perdido; achada que é a languidez interior que vem para fora, estendendo-se na paisagem.
Bj