sexta-feira, outubro 16, 2020

Cheiros

 Ao final da tarde, neste Verão de S. Martinho antecipado, há que regar os canteiros e os vasos aos quais chamo, muito pomposamente, jardim.

Logo que a água da mangueira cai sobre as flores, árvores , arbustos e outro tipo de plantas, elevam-se no ar cheiros cruzados.

O único que distingo perfeitamente é o cheiro da hortelã que prolifera por ali e a minha memória desenha-me logo um quadro familiar de infância. Nós quatro, sentados à mesa, a comer sopa de cozido ou canja de galinha caseira com ovinhos bem amarelinhos que a minha mãe tinha que dividir irmãmente por nós duas.

10 comentários:

Janita disse...

Gostei das tuas memórias olfactivas.
Há cheiros que também me trazem muitas memórias de há longo tempo, sobretudo da infância. Os coentros, por exemplo. Que bom era entrar em casa, esbaforida das corridas e brincadeiras na rua, e sentir o cheiro que se desprendia dos coentros pisados com alho quando minha Mãe fazia açorda, ou do interior da panela com o feijão a cozer.
Adorei que os teus cheiros me viessem recordar os meus. :)

Um abraço e bom fim de semana.

Catarina disse...

E folhas de hortelã na canja!
O teu jardim continua com flores viçosas, tenho a certeza!!

Dalma disse...

Não sabia que a Catarina “conhecia” a Luisa! Á Catarina afianço que é literariamente (e não só) uma excelente aquisição!

Juvenal Nunes disse...

Lembra muito bem. Na minha infância, também costumava temperar a sopa com a aromática folhinha de hortelã.
Abraço.
Juvenal Nunes

Luis Eme disse...

Pois é... a hortelã é das plantas que mais se dá a cheirar, em qualquer lugar.

abraço Rosa

São disse...

Também tenho essa memória... só que nunca gostei de ovos cozidos .

Beijinho, tudo de bom

Olinda Melo disse...


Bom dia

Huumm, esses cheirinhos...excelentes.
Para mim, chá de hortelã.
E ainda faço :)

Beijo

Olinda

saudade disse...

Quantas vezes os cheiros nos transportam no tempo... E sabe tão bem....
Boa semana

redonda disse...

Às vezes acontece comigo um cheiro trazer uma memória e a saudade.
um abraço e uma boa semana

Mar Arável disse...

Aqui a hortelã é uma prática permanente