O almoço já tinha terminado, mas ficámos quatro ou cinco à volta de uma mesa.
A conversa recaiu naturalmente nas cerimónias dos dias 12 e 13 de maio.
Uma das amigas assistiu ao terço e à procissão das velas na noite de 12 e esteve na missa com o Adeus à Virgem no dia 13.
Falou da emoção que sentiu nos dois momentos, no arrepio que sentia com o cântico do Adeus à Virgem e com a imensa multidão, 250.000 mil à noite, um mar de luz e um pouco menos no dia 13.
Eu disse que todos os ajuntamentos de multidões são emocionantes, falei da emoção que sentia ao ouvir o Hino Nacional, quando um ou uma atleta se sagrava campeão/ã, ou noutras situações, ao ponto de chegar a deitar umas lágrimas, eu que as tenho congeladas há muito.
Todas concordaram com essa emoção, mas algumas estavam mais inclinadas para os cânticos religiosos.
Às tantas, declaro que me emociono com a Internacional Socialista, com o Avante, Camarada e o Acordai de Fernando Lopes Graça que algumas desconheciam.
Ia caindo o Carmo e a Trindade!
O que vale é que tinha pelo menos uma do meu lado.
E convosco, o que vos emociona do ponto de vista musical, associado a multidões?
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