domingo, dezembro 16, 2012

Revisitar o passado da banda de lá...

O dia 15 de Dezembro destaca-se neste mês do meu descontentamento por ser a data do nosso casamento!
Como ficámos a viver em Almada, ao fim de semana deambulávamos muito pelas redondezas.
Assim decidimos atravessar a ponte...para recordar!



Almoçámos muito bem, num restaurante à beira-mar...



Por aqui...

Onde também há um castelo e um rei conquistador, numa rotunda, como manda o figurino autárquico...


Depois fomos até uma determinada praia a ver se havia banhistas mas apenas encontrámos...


um gato que nos virou as costas com a arrogância do senhor daquele espaço!


Seguimos para o Santuário do Cabo Espichel...

e deparámos com estas ruínas...


Mar dum lado...


Mar do outro...


Farol ao longe...

E um apelo em forma de cartaz!
Só a igreja, ao fundo, se encontra dignificada porque sofreu uma intervenção há dez anos mas sem ter sido mudado o telhado...
E lá voltámos para Lisboa, não cantando e rindo, mas felizes por mais um ano juntos..."na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, na alegria e na tristeza"!
À noite ficámos de guarda ao neto para os pais poderem ir jantar com amigos!
E assim vão correndo os dias!

quinta-feira, dezembro 13, 2012

Fundação Champalimaud

Hoje servi de taxista/acompanhante de uma familiar que se encontra bastante doente e é tratada na Fundação Champalimaud.
Fiquei siderada com a grandiosidade e funcionalidade das instalações, desde os corredores, às salas de espera, tudo com ar muito "clean", sofás muito confortáveis, em vários cantos carrinhos de apoio com bebidas quentes, sandes, bolos...nas mesas de apoio jornais e revistas.
A sala de tratamentos, onde os doentes têm total privacidade, cada recanto com uma televisão...que não ligámos, dá para um jardim interior cheio de palmeiras cujos troncos se iluminaram com o cair da noite, transformando aquele espaço num cenário de filme.
O pessoal é de uma enorme eficiência e gentileza e o tratamento, uma transfusão de sangue decorreu dentro da normalidade possível.
Mas não foi para vos falar desta fundação que decidi escrever.
Quando chegámos, a minha familiar disse na recepção que a enfermeira E. estava à sua espera, indicam-lhe o local onde ela estava e lá seguimos. Quando chegámos e ao vê-la de costas perguntei à funcionária que nos acompanhava se ela tinha vindo do HSM, a jovem disse  que não sabia, eu não resisti e chamei:
- Enfermeira E.!
Ela virou-se, corremos ao encontro uma da outra e abraçámo-nos com  lágrimas nos olhos!
A enfermeira E. tinha sido o anjo da guarda do meu filho mais velho durante os dezasseis meses que durou a doença que lhe roubou a vida há 8 anos!
Por estranha coincidência, foi no dia 13 de Dezembro de 2004 que ele ficou internado no HSM donde já não saiu com vida! 
Conversámos depois com um sorriso nos lábios, lembrámos o seu bom humor, a resistência à dor, a proximidade física e afectiva que havia entre os vários doentes que faziam tratamento numa sala diminuta, onde dois médicos e uma enfermeira se acotovelavam  e andavam numa roda viva. Acrescentou ainda que o serviço tinha sido transferido para outro hospital e que ela, prevendo estas alterações, tinha mandado o currículo para a fundação, entrando imediatamente.
Lembro-me vezes sem conta da enfermeira E., do seu lindo sorriso para todos, do doutor R. que agora está no Pulido Valente, depois duma vida inteira de entrega ao HSM e que tudo fizeram para aliviar o sofrimento do meu filho e de todos os que passaram por aquele serviço!
Fui muito além das minhas habituais reduzidas linhas mas para mim foi como se fosse uma história de Natal!
Agora a enfermeira E. é o anjo da guarda da minha familiar!

quarta-feira, dezembro 12, 2012

Natal encaixotado

( imagem da net )

Este ano foi decidido, por maioria relativa, que o Natal seria em Lisboa!
Assim, e de acordo com o cenário previsto para a época festiva que se aproxima, decidi deixar o Natal "encaixotado" à espera do próximo ano, se não houver "votação" em contrário...
Acontece que gosto e não gosto destes festejos...
Gosto do colorido, das luzes, da música, do riso das crianças ao abrirem os presentes, o sorriso dos adultos a olharem para elas!
Detesto o consumismo, a caridadezinha, a hipocrisia, o frenesim que se apodera das pessoas, a pobreza de quem nem tem para comer e sente uma enorme frustração com o esbanjamento que vê à sua volta.
Apesar de tudo não vou deixar de cumprir a tradição e de comprar prendas para as onze crianças da família, além do neto, dentro dum limite já acordado.
Claro que os familiares mais próximos também serão contemplados com algo de simbólico!
Desculpai lá este espírito tão pouco natalício!

sábado, dezembro 08, 2012

Ser Poeta

Florbela Espanca nasceu em Vila Viçosa a 8 de Dezembro de 1894.
Alguém disse dela que "Nasceu mulher num espaço e num tempo pequenos de mais para a conter."

  

domingo, dezembro 02, 2012

Ainda não foi desta...

Sou lenta nas "postagens" mas desta vez exagerei!
Acontece que entre concertos do Chorus Auris, com a celebração do 40º aniversário e lançamento do CD que penso ter referido aqui e o desconserto do computador, do mundo, da Europa, de Portugal e do meu próprio, o tempo foi passando quase sem dar por isso.
Agora que o computador voltou consertado, embora tudo o resto se mantenha como dantes aqui estou de novo para voltar ao convívio de amigos/as e visitantes pois ainda não foi desta que desisti desta forma de interacção.
Com o ritmo habitual, como é óbvio!

segunda-feira, novembro 19, 2012

As Palavras



Foi este o último filme que vi.
À maneira das matrioshkas, as célebres bonecas russas, o filme vai-nos apresentando várias histórias que se vão encaixando e desencaixando à medida que, pelo menos, três narradores as vão contando.
O tema do filme gira à volta da criação literária e da capacidade ou da ausência dela no uso das palavras na construção de uma obra digna de ser editada.
Tendo-se apropriado indevidamente de um manuscrito, encontrado numa velha pasta de cabedal comprada num antiquário em Paris, a personagem principal de uma das histórias, escritor de sucesso após a publicação do mesmo sem qualquer alteração, incluindo o nome, "Window Tear", (salvo erro), acaba por ser confrontado com esse roubo pelo seu autor, um velho interpretado por Jeremy Irons e, após alguma reflexão, decide confessar publicamente o seu delito no que é impedido, entre outros, pelo próprio autor que à laia de conclusão lhe diz:
"Todas as pessoas fazem as suas escolhas, o problema é ter que viver com elas!"
Não digo que seja um filme espantoso mas vê-se muito bem e faz-nos reflectir sobre o processo doloroso da escrita, o sucesso/insucesso e as escolhas que podem conduzir a uma vida desencantada.
Jeremy Irons, actor que muito aprecio, surge-nos muito bem no papel de "old man" graças à excelente caracterização e não só porque o tempo passa inexoravelmente...

sexta-feira, novembro 16, 2012

segunda-feira, novembro 12, 2012

Os jogadores de cartas

"Os Jogadores de Cartas" de Paul Cézanne


Só a chuva os consegue arrancar da pracinha frente ao prédio onde habito em part-time, em Lisboa.
Com sol, com calor, com frio, mesmo com nevoeiro, desde que não chova aí estão eles, os jogadores de cartas, a ocupar as duas mesas de ferro com quatro cadeiras cada uma e à sua volta, pelo menos, meia dúzia de observadores destes jogos intermináveis.
A maioria são homens de idade mas também os há mais jovens.
Reformados, desempregados? 
Certamente! Mas sobretudo desocupados.
O que farão quando chove?

sábado, novembro 10, 2012

Céu azul com algumas nuvens


Pelo menos já recomecei a fazer alguns comentários!
O sol está a ajudar!

segunda-feira, novembro 05, 2012

Em descanso


Ainda em descanso!